Modelo inova em gestão de riscos corporativos para “startups”

Trabalho propõe modelo para a gestão de riscos na introdução de novas tecnologias por parte das “startups”

O cenário volátil da inovação tecnológica aponta para a necessidade de gerenciamento de risco para garantir sua viabilidade – Foto: Rafael Matsunaga / Flickr via Wikimedia Commons / CC BY 2.0

O aumento no número de startups no mundo somado à inovação tecnológica dos últimos anos sugere uma instabilidade nesse mercado emergente. Assim, pesquisadores da área julgaram ser necessária a construção de um modelo inédito para gerenciar essas empresas e as incertezas que as cercam.

Dessa forma, um estudo recente com foco em analisar riscos corporativos propôs uma nova forma de gestão para startups. A pesquisa é fruto da colaboração entre Pedro Marins Freire Teberga, aluno do Mestrado Profissional em Empreendedorismo da Faculdade de Administração e Economia (FEA) da USP, Fábio Lotti Oliva, seu orientador, e Masaaki Kotabe, um dos autores mais citados quando se trata de technology management e international marketing.

O objetivo original do projeto era criar uma estrutura conceitual para a gestão de riscos paralelamente à introdução, por parte das startups, de novas tecnologias. Outro importante propósito era proporcionar guias para o aprimoramento do processo de gerenciamento.

Imagem: Reprodução/MercadoPago

A metodologia incluiu a comparação de dois casos, o MercadoPago, sistema que intermedeia pagamentos on-line, e o GuiaBolso, aplicativo que ajuda o usuário a controlar seus gastos e encontrar empréstimos.

Imagem: Reprodução/GuiaBolso

Os dados foram coletados através de entrevistas com gerentes e de análises de documentos cedidos pelas organizações. A partir dessa etapa, foram construídos os resultados principais. Entre eles, está a proposta de um modelo dedutivo-indutivo para a gestão de incertezas e riscos em startups, baseado em cálculos e pesquisas realizados pelos autores do estudo.

Embora tenha sido bem-sucedido, o trabalho apresentou alguns obstáculos para os pesquisadores. De acordo com Oliva, as duas maiores dificuldades foram a complexidade de se conectar diferentes conceitos para desenvolver um modelo de gestão inovador e a complicação de se encontrar pesquisas específicas neste tema que envolvessem startups.

Refletindo o reconhecimento do trabalho por ser um estudo inédito e com bases sólidas, o artigo resultante da pesquisa foi publicado no Journal Management Decision, revista internacional com nível A1 em Administração pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os frutos da obra, de acordo com aqueles que a produziram, podem ser variados e favorecer várias pessoas. “O trabalho pode beneficiar os fundadores e os gestores de startups na condução dos negócios, por conta da identificação, análise e tratamento dos riscos corporativos”, comenta Fábio Oliva. Além disso, segundo ele, o estudo pode incentivar o fomento ao desenvolvimento de startups devido ao novo processo de avaliação dos riscos desses negócios.

O artigo pode ser acessado na íntegra no site da publicação.

Mais informações: e-mail fabiousp@usp.br, com Fábio Oliva

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