Dossiê “Quem tem medo do antropólogo?” discute onda conservadora

Ofensiva contra igualdade de gênero e sexualidade está entre temas tratados na nova edição da “Revista de Antropologia”

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Kim Patroca Kataguiri, um dos fundadores do MBL, abordado em artigo – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foi lançada a nova edição da Revista de Antropologia (volume 61, número 1, 2018). A publicação semestral é produzida pelo Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.

A revista traz um dossiê denominado “Quem tem medo do antropólogo?” que aborda os desafios e dilemas para a produção e práticas científicas na área. Os textos reunidos discutem desde a redefinição de Estado no Brasil à reação conservadora na política.

Sobre esse tópico, o artigo Reação conservadora, democracia e conhecimento caracteriza a ofensiva conservadora contra a agenda da igualdade de gênero e da diversidade sexual, propondo uma reflexão sobre sua conexão com os processos atuais de fechamento da democracia, além de discutir “o fato de que a produção de conhecimento nas Ciências Sociais e os processos educativos que abordam as desigualdades de gênero e a diversidade sexual nas escolas se transformaram em alvos preferenciais dessa ofensiva”.

A publicação conta ainda com artigos de variados temas, como a ocupação das terras em Rondônia, as práticas colaborativas agroecológicas no agreste pernambucano e as estruturas elementares do parentesco em Lévi-Strauss.

A revista na íntegra, bem como as edições anteriores, podem ser consultadas no Portal de Revistas da USP.

Mais informações: e-mail revant@usp.br

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