Aplicativos aumentam oportunidades de mercado, mas também desafios

Aplicativos trazem novos espaços de mercado, mas as organizações precisam promover uma comunicação fluida, intuitiva e prazerosa

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Downloads de aplicativos no mundo já atingiram a casa das centenas de bilhões, enquanto a perspectiva para 2020 é de que tablets e smartphones sejam responsáveis por 40% das vendas de comércio eletrônico – Ilustração: Pixabay / CC0

Hoje a tecnologia digital nos alcança onde quer que estejamos – estamos todos conectados. Artigo na revista Signos do Consumo nos mostra que essa realidade traz consigo novos espaços organizados para “consumidores, organizações e instituições relações mercadológicas”, que se vêem diante de desafios e impasses que podem “alterar modelos tradicionais de negócios”. O fato de ninguém dispensar os smartphones para auxílio de tarefas diárias desperta tanto interesse das organizações pois a mídia on-line “não é mais somente um canal de comunicação, mas sim um novo ambiente de relação com os consumidores”

A ideia é que, quando há mudanças nos segmentos sociais, a comunicação mercadológica também se altera e se transforma. Assim tem sido após o aparecimento da internet e das redes sem fio como “plataformas de comunicação global que permitem interação e comunicação direta”. Nesse contexto, a autora nos informa sobre o papel dos atuais celulares, ditos “inteligentes”, que permitem aos usuários o acesso às redes e mídias sociais instantaneamente.

Aplicativos, ou apps, que são softwares para tecnologias móveis como os smartphones, são apresentados por Priscila Guidini como “possibilidades de relacionamento e comunicação”, e “meios legítimos de promover-se experiências”, contando com a inclusão de elementos interativos como música, animação, jogos, áudio e vídeo.

Facilitando tarefas como acesso a informações, entretenimento ou operações financeiras, essa resolução de problemas com um clique “faz com que o mercado de apps tenha números impressionantes”: os downloads de aplicativos no mundo já atingiram a casa das centenas de bilhões. O novo panorama obriga os profissionais de marketing a tornar sua marca importante para o cliente, facilitando suas necessidades diárias.

“Aplicativos têm potencial para abrir um novo campo de comunicação (…), mas estabelecer efetivamente essa comunicação não é tão simples quanto parece” – Ilustração: Pixabay / CC0

Os consumidores estão conectados com seus smartphones mesmo quando realizam outras tarefas, como trabalhar e estudar – os apps e o mercado propõem acessibilidade ininterrupta ao usuário. Uma das facilidades oferecidas é a geolocalização, “na identificação específica do usuário e o horário atual de onde ele está, sempre com a permissão do consumidor”.

Mas quem produz para este segmento também precisa superar alguns obstáculos. Os problemas de comunicabilidade, como a presença de ícones de difícil compreensão, excesso de informações, entre outros, podem levar o usuário a cancelar o aplicativo – esse é a grande questão: entender o que é relevante para que o usuário utilize o app com frequência

Os aplicativos de utilidade são os mais procurados, segundo a autora, que salienta ser preciso compreender “o que faz com que a comunicabilidade nesse universo seja eficaz e quais atributos ampliam ou repelem essa comunicação”.

Ilustração: Pixabay / CC0

Se as facilidades para os usuários e as oportunidades mercadológicas são incontestes com os softwares, isso não acontece em canais off-line,”em que o alto custo para ter pontos de contato com o cliente acaba inviabilizando muitas ações”. Mas o mundo dos aplicativos também comporta desafios, pois a comunicação deve ser “fluida, intuitiva e prazerosa […] seguindo por uma orientação estratégica de comunicação e relacionamento”, finaliza a autora.

Priscila Guidini é mestre do Programa de Pós-Graduação stricto sensu da Universidade Metodista de São Paulo e docente do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade do Oeste Paulista, em Presidente Prudente.

GUIDINI, Priscila. A comunicação com o mercado por meio de aplicativos: desafios e oportunidades. Signos do Consumo, São Paulo, v. 10, n. 1, p. 59-69, jan. 2018. ISSN: 1984-5057. DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1984-5057.v10i1p59-69. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/signosdoconsumo/article/view/138512>. Acesso em: 08 mar. 2018.

Margareth Artur / Portal de Revistas da USP

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