CNPq premia o cientista Paulo Artaxo, do Instituto de Física da USP

Físico foi agraciado com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2016, que teve como área Ciências Exatas, da Terra e Engenharias

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Paulo Artaxo, professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física (IF) da USP, recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto, a mais importante honraria em ciência e tecnologia do País, concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Conrado Wessel e a Marinha do Brasil.

Outros oito pesquisadores receberam o título de Pesquisador Emérito do CNPq. A Menção Especial de Agradecimentos, oferecida a uma instituição que se destacou na parceria com o CNPq pelo desenvolvimento científico e tecnológico do País, foi para o Instituto Euvaldo Lodi – IEL.

Os Pesquisadores Eméritos são: Reynaldo Luiz Victoria (USP), Gerhard Malnic (USP), Durval Rosa Borges (Unifesp), Carol Hollingworth Collins (Unicamp), José Renato Coury (UFSCar), Maria Lígia Coelho Prado (USP), Tânia Maria Dietrichs Fischer (UFB) e Silviano Santiago (UFMG). Saiba mais sobre os agraciados neste link.
A cerimônia de premiação aconteceu no último dia 4 de maio, no Auditório da Escola Naval do Rio de Janeiro, e contou com a presença do presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, além dos parceiros, da ministra Interina de Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Curi; do presidente da Academia Brasileira de Ciência, Jacob Palis; da presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; do diretor-presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, Augusto Raupp; e do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos, Wanderley de Souza.

Sobre Paulo Artaxo

Paulo Artaxo nasceu em São Paulo em 1954, graduou-se em Física pela USP (1977), mestrado em Física Nuclear pela USP (1980) e é doutor em Física Atmosférica também pela USP (1985). Trabalhou na Nasa (Estados Unidos) e nas universidades de Antuérpia (Bélgica), Lund (Suécia) e Harvard (Estados Unidos).

Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos, poluição do ar urbano e outros temas. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.

Bolsista de Produtividade em Pesquisa 1A do CNPq, Artaxo figurou, recentemente, na lista dos “mais brilhantes” cientistas em todo o mundo, divulgada pela Thomson Reuters no relatório The World’s Most Influential Scientific Minds 2015, ao lado de outros três brasileiros.

Além disso, coordenou dois Institutos do Milênio do CNPq, é membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e de sete outros painéis científicos internacionais, da coordenação do Programa Fapesp de Mudanças Globais e da Rede Clima do MCTI. É representante da comunidade científica no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Em 2004, recebeu um voto de aplauso do Senado brasileiro pelo trabalho científico em meio ambiente na Amazônia. Em 2006 foi eleito fellow da American Association for the Advancement of Sciences.

Dentre as premiações e condecorações que já recebeu estão: Prêmio de Ciências da Terra da TWAS; Prêmio Dorothy Stang de Ciências e Humanidades, outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo; título de Doutor em Filosofia Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo, Suécia; Prêmio Fissan-Pui-TSI da International Aerosol Research Association; Ordem do Mérito Científico Nacional, na qualidade de comendador; e o prêmio USP Destaque 2010 como pesquisador da Universidade com o maior número de acessos às suas publicações.

O prêmio

O Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia foi instituído em 1981, ainda como Prêmio Nacional de Ciência e Tecnologia. A premiação consiste em medalha, diploma, importância em dinheiro equivalente a R$ 200 mil e uma viagem à Amazônia, a bordo do navio de Assistência Hospitalar na Amazônia, oferecida pela Marinha do Brasil ao agraciado.

Em 1986, passou a fazer referência ao almirante, engenheiro idealizador e primeiro presidente do CNPq.

É concedido anualmente, em sistema de rodízio, a uma das três grandes áreas do conhecimento – Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes; e Ciências da Vida. Saiba mais sobre o prêmio neste endereço eletrônico.

Da Coordenação de Comunicação Social do CNPq

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