Tabela nutricional atualizada traz alimentos mais consumidos no País

Versão tem 1.900 itens, do tradicional feijão com arroz até acarajé, sanduíches e produtos industrializados

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Tabela nutricional informa sobre a composição dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros – Foto: Divulgação/Unilever Food Solutions

O Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center), sediado na USP, lançou, no último dia 16, o Dia Mundial da Alimentação, a sexta versão da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). A TBCA foi a primeira tabela on-line do gênero da América Latina e, atualmente, é a mais abrangente feita no País, trazendo a composição nutricional de 1.900 alimentos, incluindo crus e cozidos, produtos manufaturados e pratos compostos. Clique aqui para acessar o site da TBCA.

Tabelas de composição química de alimentos são a base para praticamente toda a área de nutrição, pois compilam informação sobre valores energéticos e conteúdo nutricional dos alimentos. É a elas que profissionais de nutrição recorrem para montar cardápios e personalizar dietas, por exemplo.

Na nova versão da TBCA destacam-se algumas novidades: a composição nutricional das receitas mais comuns consumidas pelos brasileiros – como feijoada, arroz, feijão, entre outros; a possibilidade de o usuário fazer buscas por nutrientes específicos, por exemplo, alimentos fontes de proteínas dentro do grupo dos vegetais; e uma ferramenta de avaliação de ingestão energética.

“Temos na tabela dados de alimentos prontos para consumo já adicionados de sal, de óleo e de tempero, diferente de outras tabelas, que trazem alimentos preparados, mas não necessariamente prontos para consumo, como arroz cozido sem sal, por exemplo. Estamos montando as receitas a partir dos alimentos mais citados nas pesquisas sobre consumo alimentar, que são os mais consumidos pelos brasileiros”, resume Kristy Soraya Coelho, doutoranda do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Nutrição Humana Aplicada (Pronut) e pesquisadora do FoRC.

A nova versão da tabela traz também pratos compostos prontos para o consumo, como a feijoada, incluindo nos cálculos o sal e o óleo utilizados no preparo – Foto: Ines S/Wikimedia Commons CC

Matando a curiosidade

Para utilizar a ferramenta de avaliação de ingestão de energia, qualquer pessoa pode se cadastrar e descrever os alimentos que ingeriu em uma determinada refeição. “Com base nesses dados, a ferramenta vai calcular o quanto ele consumiu de energia”, acrescenta Kristy.

O instrumento, entretanto, permite apenas uma consulta pontual pelos consumidores, ressalta Eliana Giuntini, pesquisadora do FoRC e doutora em Nutrição Humana Aplicada, que coordena a reformulação do site da TBCA. “É uma forma das pessoas fazerem uma autoavaliação de algumas refeições, para que reflitam sobre sua alimentação. Caso queiram mais informações, devem buscar um profissional de nutrição”, esclarece.

Lançada em 1998 como resultado de um projeto incorporado pela Brazilian Network of Food Data Systems (Brasilfoods), a TBCA está sendo reformulada desde 2013. O trabalho é liderado pelos professores Elizabete Wenzel de Menezes e Franco M. Lajolo, ambos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e também pesquisadores do FoRC.

“A versão 6.0 da TBCA é uma ferramenta que seguramente irá auxiliar pesquisadores, profissionais da saúde e até a comunidade em geral para atingir a meta de uma alimentação saudável. A tabela é o resultado do esforço conjunto e da colaboração de diversos pesquisadores, de inúmeros grupos de pesquisa, não só da FCF da USP, mas de todo o Brasil, de alunos de pós-graduação da USP, de profissionais da indústria de alimentos, entre outros, bem como do suporte das agências de fomento”, acrescenta Elizabete.

Ângela Trabbold/Acadêmica Agência de Comunicação

Mais informações: e-mail angela@academica.jor.br

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