1ª Bienal Internacional de Teatro da USP apresenta novas linguagens

De 31 de outubro a 15 de dezembro, o Teatro da USP promove esta 1ª Bienal, que traz para o Brasil uma seleção de produções internacionais e nacionais, que se destacam pela ousadia em desafiar padrões estéticos vigentes.

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Com o tema “Realidades Incendiárias”, o festival busca incentivar novos olhares sobre a produção teatral brasileira e discutir conflitos sociais

De  31 de outubro a 15 de dezembro, o Teatro da USP (TUSP) promove a 1ª Bienal Internacional de Teatro da USP – Realidades Incendiárias, que traz para o Brasil uma seleção de produções internacionais e nacionais, que se destacam pela ousadia em desafiar padrões estéticos vigentes.

As peças convidadas para o festival foram escolhidas a partir do tema “Realidades Incendiárias”, inspirado no mito grego de Prometeu, que rouba o fogo sagrado dos deuses para ofertálos aos homens, possibilitando toda sorte de criações e produções, das artísticas às científicas. Esta 1ª edição da Bienal vem sendo produzida há cerca de dois anos e, a partir desta gestão fará parte da programação permanente do TUSP, órgão ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP.

Cena da peça “66 Minutes in Damascus”, do diretor Lucien Bourjeily, na qual a plateia vivencia a situação de conflito discutida na montagem

De acordo com a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, a ideia de um festival desse porte surgiu dos esforços para a internacionalização da USP e da vontade da direção do TUSP de que o teatro voltasse a ser uma referência em São Paulo, o polo cultural do País. “Temos três objetivos com o evento: retomar a tradição das bienais no TUSP; explorar novas possibilidades de linguagens teatrais, ultrapassando o conformismo; encontrar e trazer propostas que ventilem as concepções teatrais. Para isso tive todo o apoio do reitor da USP, João Grandino Rodas”, afirma a pró-reitora.

Referência teatral

Por ser um evento de uma universidade pública, a Bienal abre espaço para artistas que têm obras interessantes, mas que ainda não são conhecidos do público brasileiro. “Tivemos liberdade para escolher espetáculos que estão fora do mercado, mas que trazem discussões relevantes para a produção teatral e para a sociedade como um todo, com grupos de grande qualidade artística”, declara o diretor do TUSP, Celso Frateschi.

De acordo com os curadores do TUSP, René Piazentin, Deise Abreu Pacheco e Maria Tendlau e Ferdinando Martins, o tema “Realidades Incendiárias” não faz referência apenas aos assuntos tratados nos espetáculos, mas também à forma como eles são apresentados. Os espectadores terão oportunidade de ver obras diferentes de tudo o que estão acostumados, participando inclusive da experiência de imersão cênica, a exemplo da peça “66 Minutes in Damascus”, do diretor Lucien Bourjeily. Nessa apresentação a plateia vivencia a situação de conflito discutida na montagem.

“Não é nosso papel estabelecer qual será o impacto das encenações para os espectadores. Eles poderão participar dos debates e da Roda de Espectadores durante a Bienal e tirar suas próprias conclusões sobre suas experiências”, afirma Deise Abreu Pacheco sobre o resultado das novas formas de expressão teatral sobre o público. A curadora Maria Tendlau destaca que “as atividades proporcionam um contato mais próximo com o trabalho dos autores. Isso para quem faz teatro é importante. Fazer com que as pessoas que escrevem para teatro se encontrem e colocar artistas para conversar de forma descontraída sobre as obras é o que alimenta a criação”.

De acordo com todos os idealizadores, a 1ª Bienal Internacional de Teatro da USP foi criada para se tornar uma referência no campo teatral, motivadora de inovações na criação e produção artísticas. “Essa é uma ação nova dentro da própria Universidade e também das artes cênicas. Os verdadeiros resultados vão depender de tempo para serem mensurados”, declara René Piazentin.

A pró-reitora Maria Arminda compartilha da mesma visão e acredita que o festival tem tudo para se consolidar, fomentando a experimentação e o rompimento com linguagens já consolidadas. Maria Arminda afirma: “O impacto vai ser muito grande. O evento tal como foi montado já revela isso, foi feito para isso. A Universidade tem o compromisso com a formação de novas linguagens”.

Programação

A abertura oficial da Bienal acontece no dia 31 de outubro, com conferência de Jorge Dubatti, às 20h, no TUSP. Esta Bienal terá duração de cerca de 45 dias corridos, e também apresentará atividades de reflexão e formação como minicursos, workshops e conferências entre artistas e espectadores.  A maioria dos espetáculos acontecerá no próprio TUSP. Os workshops e minicursos serão realizados em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Centro de Cultura Judaica (CCJ). E também está na programação a realização de quatro espetáculos na Tenda Cultural Ortega Y Gasset, recém-inaugurada no campus do Butantã da USP.

As conferências, partilhas incendiárias, curtos-circuitos e rodas de espectadores serão gratuitas, cujos ingressos serão distribuídos no dia do evento, duas horas antes do início, quando realizados no TUSP, e para eventos realizados na Funarte e no Centro da Cultura Judaica, os ingressos serão distribuídos nos locais de cada atividade, uma hora antes de seu início. Os workshops também serão gratuitos, limitados a 25 vagas para cada um. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail: tuspline@usp.br. Os Ingressos para os espetáculos custam R$ 20 inteira e R$ 10 meia-entrada.

Mais informações sobre a programação completa e as sinopses dos espetáculos no site da Bienal ou pelo telefone: (11) 3123-5241

Endereços das atividades

TUSP:
Rua Maria Antônia, 294 – V. Buarque, São Paulo – (11) 3123-5233
FUNARTE: Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo – (11) 3662-5177
Tenda Cultural Ortega Y Gasset: Praça do Relógio junto à Rua do Anfiteatro s/nº – Cidade Universitária, São Paulo – (11) 3091-1933
Sesc Consolação: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo – (11) 3234-3000
CCJ: Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré, São Paulo – (11) 3065-4333

(Foto e informações da Assessoria de Imprensa do TUSP)

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