Shoppings a céu aberto refletem confiança de investidores na retomada econômica de Ribeirão Preto

Especialistas avaliam com otimismo o investimento na cidade; sem desconsiderar a atual conjuntura do País, lembram que a recuperação, apesar de mais lenta, acontecerá

 Publicado: 25/11/2021
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Foto: Freepik

 

No próximo ano, Ribeirão Preto receberá três shoppings a céu aberto, os open malls. Os investimentos fazem parte da retomada econômica da cidade e prometem gerar empregos. A abertura de novos empreendimentos indica que “a economia está se recuperando”, afirma Edgard Monforte Merlo, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, acrescentando que será uma retomada mais lenta por causa de problemas conjunturais do País, como inflação, desvalorização cambial e aumento dos combustíveis. 

Edgard Monforte Merlo – Foto: FEA-RP

O mesmo otimismo é compartilhado pelo economista do Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Sincovarp) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Ribeirão Preto, Diego Alberto Galli, que acredita ser este modelo de empreendimento um gerador de emprego, renda e consumo, o que “impulsiona a economia”

Tanto Galli quanto Merlo concordam que a construção dos open malls é um sinal positivo de confiança na retomada econômica. Avaliam que apesar dos obstáculos e incertezas do cenário econômico e político geral, a região de Ribeirão Preto detém um bom nível de confiança quanto ao futuro, tanto de curto quanto de longo prazo, confiança esta que, garante Galli, “vem sendo, inclusive, verificada em pesquisas mais recentes” realizadas pelos órgãos em que trabalha. A “entrada de capital mais robusta”, proveniente desses empreendimentos, continua o economista, sinaliza a confiança dos empresários no retorno dos investimentos, o que simboliza um “passo importante” para o aquecimento da economia.

Horizonte de investimento não deve ser curto

Diego Alberto Galli – Foto: Reprodução/LinkedIn

Os empreendimentos irão contar com franquias de lojas e restaurantes já conhecidos, além de lojas menores, e os contratos estão em fase final de assinatura. E serão instalados em um modelo que deve proporcionar facilidade de acesso e conveniência aos clientes, atendendo bairros ou regiões com vários tipos de produtos e serviços sem demandar áreas tão extensas em comparação aos shoppings tradicionais. O que, para o professor Merlo, “é uma aposta que está sendo feita e tem grandes chances se for bem concebido o projeto”, enquanto Galli analisa que “o próprio crescimento da cidade faz com que passe a ser interessante a adoção” de um modelo que busque por praticidade, que é “interessante nesse momento”, afirma o economista. 

Mas, para que esse otimismo se concretize, Merlo adverte os investidores menores quanto à perspectiva de retorno financeiro, que deve ser a longo prazo. “As pessoas que estão adquirindo lojas nesses open malls não podem ter um horizonte de investimento muito curto”, ensina o professor, garantindo que o sucesso deve ser previsto em um prazo maior, de pelo menos um ano.

Ouça no player acima entrevista do professor Edgard Monforte Merlo e Diego Alberto Galli ao Jornal da USP no Ar, Edição Regional.


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