Quem fala dormindo sofre de sonilóquio

Na maior parte das vezes o indivíduo comenta o conteúdo do sonho e sua fala é incompreensível, diz o professor Alan Eckeli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP

Detalhe da obra-prima de Pablo Picasso Le Rêve (O Sonho), que faz parte da exposição Picasso 1932: Ano erótico, a qual Macron visitou no dia 8 de outubro – Museu Picasso em Paris

O sono é uma necessidade fisiológica essencial para manter o corpo e também a mente saudáveis que ainda desperta muita curiosidade. Em meio a esses mistérios estão os sonhos, distúrbios e comportamentos que geram interesse como o sonilóquio, caracterizado pela vocalização durante ou próximo ao sono.

O professor e especialista em medicina do sono Alan Eckeli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, explica que a atividade é muito comum em várias faixas etárias e que pode ocorrer devido a parassonias, como o terror noturno, porém, na maioria dos casos, não está relacionada a doenças.

O professor ressalta que a fala durante o sono quase sempre é incompreensível. Na maior parte das vezes está relacionada ao conteúdo do sonho que está acontecendo no momento, desta maneira é muito difícil que o paciente revele segredos ou diga algo indevido, como acontece em várias cenas clássicas de séries e filmes. 

Ouça no player acima a entrevista na íntegra.

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