Mesmo durante pandemia, Coral da USP Ribeirão mantém apresentações

Com equipe reduzida e dificuldades de adaptação, os coralistas utilizaram a tecnologia para continuar levando música ao público

 25/11/2020 - Publicado há 11 meses
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Foto: Reprodução/YouTube

A música não parou na pandemia. Mesmo em isolamento e distanciamento social, os apaixonados por essa arte continuaram ativos. Foi assim que o Coro Universitário e o Grupo Feminino Zênite, ambos do Coral da USP Ribeirão Preto, conseguiram produzir, mesmo a distância, dois vídeos musicais. Além deles, o Madrigal Revivis, também do Coral da USP de Ribeirão Preto e o Coral da USP de São Carlos, todos coordenados e regidos pelo maestro Sergio Alberto de Oliveira, também se preparam para produções a distância.

Segundo o maestro, a vontade de criar vídeo do Coro Universitário veio após assistir a gravações de diferentes corais durante a pandemia e, assim, a produção se tornou a “apresentação de final de semestre”.

Diferentemente da apresentação presencial, quando o grupo conta com aproximadamente 40 integrantes, graduandos dos cursos de biologia, educação física, física médica, medicina, química e, ainda, estudantes da pós-graduação, a versão on-line do coral teve a participação de 16 integrantes, monitores e o maestro. “A dificuldade na produção do vídeo foi “fazer todos os coralistas cantarem no ritmo certo” a canção É preciso saber viver, composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Foto: Reprodução/YouTube

Outro desafio enfrentado pelos músicos, ao fazerem suas gravações, foi a adaptação ao modelo de arquivos Midi, que são as “gravações apenas das notas das partituras, editadas em computador”, informa o professor, e as guias, “a gravação das vozes cantadas pelos monitores”. A falta de experiência de alguns coralistas em ler partituras também tornou o trabalho ainda mais desafiador.

Por isso, antes de iniciar a produção musical, os participantes tiveram um mês de preparação, enviando áudios da música escolhida para correções de erros e possíveis melhorias. Após esse período, cada coralista gravou seu vídeo e assim teve início o processo de edição, que levou aproximadamente um mês.

Já a escolha da música É preciso saber viver, segundo o maestro, se deu porque a letra da canção traz reflexão “sobre a vida, sobre nossa jornada, principalmente em tempos como o que o mundo está passando agora”.

Foto: Reprodução/YouTube

Com o Grupo Feminino Zênite, a resolução para a apresentação em modelo mosaico também surgiu assistindo a outros corais pela internet. Presencialmente, o grupo tem aproximadamente 30 mulheres, sendo 50% servidoras docentes e não docentes de diferentes unidades do campus da USP em Ribeirão Preto, e 50% mulheres da comunidade. E no modelo on-line, composto de apenas 11 coralistas, quatro monitoras e o maestro, uma grande  dificuldade do grupo também foi a adaptação à tecnologia, já que muitas das cantoras fazem parte da Terceira Idade.

“Começando pela parte que tivemos que aprender do zero a cantar uma música nova, desde a técnica vocal à leitura musical, e depois a dificuldade foi as coralistas realizarem as próprias gravações de áudio e vídeo, recebendo apenas explicações on-line ou em vídeo”, explica o maestro.

Foto: Reprodução/YouTube

“Escolhemos a música Reza, composição de Pretinho da Serrinha, Nego Álvaro e Vinicius Feyjão, pois ela se encaixa perfeitamente no cenário que estamos vivenciando de desrespeito e intolerância religiosa, além de ser também uma música muito querida pelas coralistas, fazendo parte do perfil do grupo”, diz Oliveira.

O resultado positivo, conta Oliveira, atribui-se ao trabalho dos monitores do Programa Unificados de Bolsas (PUB) da Pró-Reitoria de Graduação, que utilizaram equipamentos próprios, computadores e celulares. E com o sucesso das apresentações musicais, o Grupo Feminino Zênite e o Coro Universitário seguem na produção de mais vídeos.


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