Marco Antonio Zago recebe título de Professor Emérito da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

Cerimônia de outorga do título foi realizada no Teatro do Campus em 11 de novembro e contou com autoridades, docentes e funcionários da USP

 Publicado: 17/11/2022
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A cerimônia teve início com a entrada do cortejo universitário composto de membros da Congregação da faculdade e de professores e dirigentes da Universidade – Foto: Documentação Científica FMRP

 

A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) concedeu o título de Professor Emérito ao docente Marco Antonio Zago na última sexta-feira, dia 11 de novembro. O título, outorgado aos professores aposentados que se destacam pela notável contribuição para o progresso da unidade, foi aprovado pela Congregação da faculdade no dia 26 de abril. Zago agora compõe a lista de 11 docentes com a titulação concedida pela unidade.

Realizada no Teatro do Campus da USP em Ribeirão Preto, a cerimônia teve início com a entrada do cortejo universitário composto de membros da Congregação da faculdade e de professores e dirigentes da Universidade. Entre os convidados estavam docentes, autoridades, funcionários e familiares.

“Este título já o insere em um seleto grupo de Professores Eméritos da nossa escola e, com satisfação, participo deste momento em sua vida. Posso dizer que para conhecer verdadeiramente uma pessoa, dê-lhe poder e dê-lhe dificuldades. Presenciei a vida do professor Zago em momentos não apenas de bonança, mas com ele no poder e em grandes dificuldades, e sua sabedoria e bom senso sempre o guiaram”, ressaltou o diretor da FMRP, Rui Alberto Ferriani.

Ainda durante a cerimônia, o professor Rodrigo Calado citou os principais impactos da trajetória do homenageado. “O título é um reconhecimento ao trabalho do professor Zago para a faculdade, que está baseado em três pilares: contribuição para a ciência e para a medicina, a formação de médicos e pesquisadores e a contribuição para a ciência e para a gestão acadêmica”, afirmou.

Já o professor Dimas Covas traçou o histórico a partir de fotografias sobre a vida profissional e pessoal e finalizou declamando o poema Tecendo a Manhã, de João Cabral de Melo Neto, que foi citado no discurso de posse de Zago como reitor da USP em 2014.

O ex-reitor entregou um livro de resumo da vida acadêmica aos participantes e, durante o discurso, destacou os principais marcos da sua história e como o campus de Ribeirão Preto está intimamente ligado à sua vida pessoal. Durante o discurso abordou a carreira acadêmica, a inclusão da Universidade e autonomia universitária e finalizou com os versos da canção Juízo Final, de Nelson Cavaquinho.

“Ao longo dos 57 anos de vida universitária, eu testemunhei o melhor e o pior da vida acadêmica, da vida da sociedade e da atuação dos governos. Eu posso lhes garantir: o saldo é altamente positivo. Por isso e apesar de tudo, eu sou otimista quanto ao futuro do nosso país e da nossa universidade. Não sou otimista por ser ingênuo, eu sou porque eu confio na determinação e coragem dos homens e mulheres da nossa universidade”, disse.

Marco Antonio Zago foi reitor da USP entre 2014 e 2017 – Foto: Documentação Científica FMRP

Trajetória profissional

Zago graduou-se em Medicina e obteve os títulos de mestre e de doutor pela FMRP e realizou o pós-doutorado na Universidade de Oxford. Foi reitor da USP (2014-2017), pró-reitor de Pesquisa (2010-2014), presidente do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (2007-2010) e secretário de Estado da Saúde do Governo do Estado de São Paulo (2018).

Foi coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) de Ribeirão Preto, um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), de 2001 a 2015, além de diretor clínico do Hospital das Clínicas da FMRP (HCFMRP) e membro da Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Em outubro de 2018, assumiu a presidência da Fapesp e foi reconduzido por mais um mandado de três anos em setembro de 2021. Entre as principais áreas de pesquisa estão: anemias hereditárias, genética populacional humana, bases moleculares das neoplasias e células-tronco adultas, em especial células-tronco hematopoéticas e mesenquimais.


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