Exposição traz obras em xilogravura sobre paisagens naturais 

Formado em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, José Milton Turcato se dedica à representação de paisagens e figuras humanas observadas em São Paulo e Minas Gerais 

 15/10/2021 - Publicado há 1 mês  Atualizado: 22/10/2021 as 14:20
Duas das obras de xilogravuras do artista plástico José Milton Turcato, no Ateliê Graphias. Imagem de divulgação fornecida pelo artista

Até 22 de outubro pode ser visitada a mostra com 46 xilogravuras do artista plástico José Milton Turcato, no Ateliê Graphias, As obras podem ser vistas pelo Acervo virtual do Ateliê Graphias ou presencialmente, por meio do agendamento de uma visita gratuita pelo site. A galeria fica localizada na Vila Mariana, em São Paulo. 

Com traços marcados em cadernos de desenho, madeira ou matrizes de cobre, o artista José Milton Turcato, com 38 anos de experiência com gravuras, busca uma representação expressionista do universo captado por suas percepções pessoais.  

Xilogravura do artista plástico José Milton Turcato, no Ateliê Graphias. Imagem fornecida pelo artista

Formado em Artes Visuais pela ECA, José apresentou o seu projeto de pesquisa em Artes Poéticas com um trabalho sobre a representação de paisagens por meio dos desenhos. A xilogravura, técnica utilizada pelo artista, é muito antiga e se baseia no corte de uma figura em uma peça de madeira que, a seguir, é coberta de tinta e usada como matriz para impressão sobre outras superfícies. A mostra atual conta com 46 xilogravuras, mas ao todo ele possui 96 obras, também em gravura em metal, expostas na galeria.

Seu maior objetivo é expressar a sua visão da natureza e permitir que o público crie sua própria interpretação do que está sendo exposto. “Desejo que as paisagens e as pessoas se tornem figuras de todos os tempos e lugares, que se desloquem livremente no tempo e no espaço da prancha de cobre ou de madeira para se tornarem muitas figuras, não especificamente aquelas das quais me aproximei”, explica. 

A exposição está dividida em obras expostas em painéis e no livro Caderno de Xilogravuras, que apresenta desenhos sobre os desastres ecológicos de Mariana e Brumadinho. O desejo do artista era “gravar e estampar imagens em solidariedade aos atingidos, que fizessem alguma diferença a eles e os ajudassem na superação do ocorrido, além de denunciar e manter na memória brasileira o fato.”

Com informações da Assessoria de Imprensa da ECA.


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