Exportações brasileiras caem nos primeiros seis meses do ano

Região de Ribeirão Preto se destacou no comércio com China e Argélia

As exportações do Brasil para seus principais parceiros comerciais, com exceção da China, caíram no decorrer dos primeiros seis meses do ano. Houve queda nas exportações para Estados Unidos, Argentina, Países Baixos e Alemanha. Os dados são do Boletim Comércio Exterior de julho de 2020, dos pesquisadores Nicolas Scaraboto e Pedro Roveri, com coordenação do professor Luciano Nakabashi, da FEA-RP.

As exportações para a China atingiram o valor de US$ 10,5 bilhões, 74,6% superior ao mesmo período do ano passado, em função do aumento de 226% das compras de soja, o principal produto importado pelo país. O valor das exportações para os Estados Unidos foi de US$ 2,2 bilhões, queda de 3,8%. O principal produto exportado para o país norte-americano foi óleo bruto de petróleo, com aumento em 4,3%. As exportações para a Argentina atingiram US$ 595,8 milhões, redução de 11,1% devido à queda nas vendas de minérios de ferro. Houve reduções expressivas nas exportações para a Holanda e Alemanha, com variações de -30% e -32%, respectivamente. Ainda considerando o período entre janeiro e junho de 2020, o Estado de São Paulo também enfrentou baixas nas exportações: queda de 47,8% para os Estados Unidos, 64,6% para a China e 49,6% para a Argentina.

Na Região Metropolitana de Ribeirão Preto, os destaques do comércio exterior no período foram para a China, com aumento de 821,5% no total exportado em função da soja, e Argélia, com crescimento de 915,2% pela compra de açúcares.

Por: Leonardo Rezende

.

.


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.