Coronavírus se espalha e deve fazer economia crescer menos também na região de Ribeirão Preto

Hospitais em Ribeirão Preto disponibilizam leitos para covid-19; por outro lado, agronegócio deve sentir impacto  

As atenções do mundo inteiro estão voltadas para o crescimento dos casos de covid-19, a nova doença causada pelo coronavírus. Último balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que o número de mortes ultrapassou a marca de 3 mil em todo o mundo.

Enquanto o número de casos suspeitos diminui na China, aumenta em vários países como Coreia do Sul, Itália e até aqui no Brasil, que começou a semana com 252 casos suspeitos, sendo mais da metade, 136, no Estado de São Paulo. Segundo o Ministério da Saúde, existem dois casos confirmados da doença no Brasil e ambos na capital do Estado.

As cidades estão se preparando para enfrentar o avanço do coronavírus. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP) da USP se reuniu na tarde da segunda-feira, dia 2, com a Secretaria Municipal da Saúde e hospitais particulares para a criação de uma rede de apoio para atendimento adequado aos pacientes suspeitos.

O professor da Faculdade de Medicina e virologista que participou da reunião, Benedito Lopes da Fonseca, explica que a doença é nova e que estão todos aprendendo a lidar com ela. O professor avisou que todos os hospitais da cidade têm condições de disponibilizar leitos para isolar pacientes, caso haja necessidade.

Os efeitos do coronavírus são sentidos inclusive na economia e com fortes reflexos, com queda das bolsas de valores em todo o mundo e mudança no câmbio. 

O professor Sérgio Sakurai, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, é especialista em comércio exterior. Ele explica que os efeitos do coronavírus são sentidos mais fortemente no comércio internacional. As empresas que compram e vendem produtos e serviços, principalmente no agronegócio, serão inicialmente as mais afetadas, segundo o professor. 

Apesar de recente, o impacto do coronavírus na economia já foi mensurado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê queda do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Segundo o FMI, em janeiro a previsão era de um crescimento de 6% mas em fevereiro essa previsão recuou para 5,6% de crescimento.

Ouça as entrevistas no link acima.

 

 

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