Xi Jinping assume poder ilimitado na China

O embaixador Rubens Barbosa analisa a consolidação do poder do presidente chinês

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Em sua coluna desta semana, o embaixador Rubens Barbosa destaca a figura de Xi Jinping, que acaba de ser confirmado como presidente e comandante supremo das Forças Armadas chinesas. Ou seja, o Congresso do Povo confirmou a decisão tomada anteriormente pelo 19º Congresso do Partido Comunista chinês, no sentido de rever a Constituição do país e acabar com o limite de dois mandatos para presidente. Na prática, isso significa que o mandato de Xi Jinping não tem limites, o que iguala seu status ao de Mao Tsé-Tung e Deng Xiaoping – tanto que seus pensamentos já foram incluídos na Constituição.

Segundo Rubens Barbosa, Xi Jinping vai continuar a combater a corrupção e deve implementar um número importante de reformas para fortalecer a economia e o poder militar chinês. Ainda segundo o colunista, a abertura econômica não significa, necessariamente, uma abertura política, devendo ocorrer justamente o contrário. O PC deve assumir maior controle e a tendência é de que o regime autoritário acabe por se transformar num regime ditatorial. As atenções, voltam-se para o relacionamento de Xi Jinping – agora o homem mais poderoso do mundo – com os EUA, numa disputa de poder em que não se descarta a possibilidade de uma guerra comercial.

“O que nós vamos ver agora, no âmbito da globalização, é uma maior presença da China e áreas de atrito cada vez maiores com os EUA, tanto na parte comercial quanto na parte militar.” O colunista descarta, contudo, a possibilidade de um confronto militar entre as duas nações. Ouça, no link acima, a íntegra do comentário do embaixador Rubens Barbosa.

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