Whatsapp e Facebook devem conter a disseminação de fake news

O colunista sugere a limitação do número de retransmissões por pessoa e diminuição da quantidade de participantes de um grupo

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A eleição de 2018 vem sendo marcada por ataques constantes tanto a profissionais quanto às próprias informações no contexto de fake news.

Na edição de hoje, o professor e jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva aborda a questão da disseminação de notícias fraudulentas nas mídias sociais e sugere algumas alternativas para o controle desse fato.

Para o professor, as eleições, no contexto das mídias sociais, estão assumindo uma característica nova e muito radicalizada. “O que é preocupante para a própria sobrevivência da democracia. A isso se soma o descrédito que têm tido os meios de comunicação no mundo, agravado com a disseminação de notícias fraudulentas com aparência de notícias que advêm de veículos respeitados e conhecidos”, comenta.

As pessoas em geral estão substituindo as notícias que vêm dos veículos mais confiáveis por informações que recebem por meio das mídias sociais, contextualiza Lins da Silva, e cita que, no caso do Brasil, pelo aplicativo WhatsApp, um grande veículo de propaganda de um dos candidatos à Presidência, contrariando a legislação vigente de que empresas não podem financiar propaganda para candidatos. “As empresas não dão o dinheiro para os candidatos, mas pagam as pessoas que fazem a repetição em escala gigantesca por meio dessa mídia”, explica.

Lins da Silva acredita que o jornalismo tem que tentar esclarecer seu público a respeito das mentiras disseminadas. No entanto, ele afirma que o problema é que a maior parte das pessoas não se dá ao trabalho de checar a veracidade da informação. “Nem mesmo os acadêmicos que estudam esses fenômenos da comunicação sabem muito bem como aferir o quanto essa informação sobre a eleição veiculada por WhatsApp pode influenciar o voto de um eleitor. A meu ver, a única forma de contenção disso é o próprio WhatsApp, o Facebook adotarem medidas rápidas para conter essa disseminação de notícias fraudulentas, limitando o número de retransmissões que uma pessoa pode fazer e diminuindo a quantidade de participantes de um grupo.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Horizontes do Jornalismo.

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