Vírus que provoca resfriado pode levar à internação de crianças

Especialista alerta que menores de seis meses, com falta de ar e gementes, devem ser levados ao pronto-socorro

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.Nesta época do ano, meses em que as temperaturas são mais amenas e o ar fica mais seco, aumentam os riscos de doenças respiratórias, especialmente em crianças. O Jornal da USP no Ar conversou com a doutora Regina Maria Rodrigues, médica emergencista do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, a fim de compreender melhor a incidência de doenças respiratórias nas crianças.

O vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pela bronquiolite, tem maior prevalência em crianças com menos de dois anos de idade. A doença consiste em um processo infeccioso nos pulmões, causando secreção e diminuindo a ação da musculatura respiratória. Por isso, quanto menor a criança, maior o risco para a saúde, podendo ser necessária a internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A doutora Regina Maria explica que o VSR é sazonal, com maior incidência no outono, começando no mês de abril. Ela acrescenta que o vírus está no mapa de monitoramento da Secretária de Saúde, sendo “a causa mais comum de internação no mundo”. Para se ter uma ideia, no Pronto-Socorro do Instituto da Criança do HC da USP, mais de 80% das internações nesta época são motivadas por doenças respiratórias.

Doenças respiratórias. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

De forma simplificada é possível considerar o VSR como o vírus do resfriado, comenta Regina Maria. Sendo assim, todos estão sujeitos ao seu “ataque”. Quando um adulto é acometido pelo vírus, sente-se indisposto e com dor de cabeça. Já a criança, com menos de dois anos, pode sentir falta de ar e não conseguir se alimentar. Isso ocorre devido ao tamanho do calibre do pulmão e diâmetro das vias respiratórias, explica a doutora.

“A doença inteira evolui em uma semana”, expõe Regina Maria. A doutora do HC explica que o início costuma ser silencioso, sem febre ou drásticas alterações visíveis. Por isso, toda atenção é necessária: menores de seis meses, com falta de ar e gementes, devem ser levados imediatamente ao pronto-socorro. O terceiro dia, normalmente, é o mais crítico e o quadro clínico encerra-se em dez dias, esclarece.

Cuidados simples com a higiene básica são indispensáveis para prevenir o VSR. Sempre lavar as mãos, principalmente antes de qualquer contato com as crianças. Vale reforçar que os pequenos são os mais vulneráveis aos sintomas do vírus. Portanto, quando se estiver resfriado, evitar contato com crianças menores de dois anos de idade.

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