Violência urbana compromete a saúde nas periferias, afirma Paulo Saldiva

Colunista diz que o combate ao crime organizado comprometeu a estrutura de poder paralelo que a cidade de São Paulo tinha

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Novas lideranças assumem o espaço público por ausência do Estado. O professor Paulo Saldiva fala sobre esse tema na coluna desta semana na Rádio USP, acompanhe:

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Foto: Soldado Meizon/Fotos Públicas
Foto: Soldado Meizon/Fotos Públicas

A violência interfere no provimento de saúde nas regiões periféricas. Tem acontecido cada vez mais agressões a agentes de saúde e a pesquisadores que vão verificar as condições de saneamento ou estudar mecanismo sobre doenças infectocontagiosas nessas regiões.

A falta do poder do Estado em algumas comunidades dificulta as pesquisas sobre serviços de saúde nas regiões conflagradas. Não porque a violência tem aumentado, mas sim porque o combate ao crime organizado tem feito com que novas lideranças procurem assumir espaço, pulverizando nessa estrutura de poder os conflitos por controle de pontos de venda de drogas e a venda de segurança privada, dos chamados justiceiros. “O Estado paralelo ainda não tem dono”, diz Saldiva.

 

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