Valorização da sustentabilidade exige conhecimento científico

Colunista recomenda aos que se interessam pelo desenvolvimento sustentável visitas ao Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Na opinião do professor José Eli da Veiga, a valorização do desenvolvimento sustentável exige conhecimento científico. Porém, segundo o colunista, um dos maiores problemas no Brasil é o analfabetismo científico. “Eu diria que 99% da população brasileira escolarizada sofre de analfabetismo científico”, afirma, ressaltando que “uma visita ao Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, é fundamental para os que se interessam pela sustentabilidade”.

Eli da Veiga considera a educação científica no Brasil uma tragédia. “Pode parecer um exagero, mas, quando se compara o conhecimento de um aluno que terminou o ensino médio com outros da Europa, Japão, China e EUA, é deprimente”, lamenta. A deficiência em informação científica, segundo o professor, atinge os que concluem o ensino superior, porque os que os formam sofrem de uma cultura “anticientífica”. O exemplo mais “chocante” é a ignorância sobre o pensamento darwiniano no Brasil, até mesmo nas ciências naturais. “Boa parte de nossos biólogos não tem a mínima noção das contribuições de Darwin.” É preciso que se tenha um Museu do Amanhã em todas as grandes cidades brasileiras para que pessoas visitem ou até mesmo façam estágios lá.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Sustentáculos.

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