Vacinas não causam síndrome da morte súbita infantil

Doença era ligada às vacinas desde que bebês morreram no mesmo dia que em foram vacinados

No segundo boletim Pílula Farmacêutica desta semana, o assunto é a relação entre as vacinas e a síndrome de morte súbita infantil, uma doença misteriosa e traumática que acontece durante o sono do bebê. A síndrome é definida como um óbito inesperado em que nem a autópsia indica a causa. Mesmo assim, quando bebês sofreram da síndrome, depois de serem vacinados, as substâncias começaram a ser “culpadas” pelos óbitos.

Vacinação – Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil

Contudo, não há nenhuma relação causal entre a vacinação e a síndrome. As vacinas só são administradas no momento em que os bebês estão mais propícios a sofrer do problema. Em suma, mesmo se não fossem vacinados, os bebês morreriam da mesma forma. Vale ressaltar ainda que bebês vacinados pela tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola – apresentaram menor incidência dessa síndrome.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana. Ouça, no link acima, a íntegra do boletim.

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