Uso de vans e facas em atentados aumentou nos últimos anos

Cometido por pequenos grupos, terrorismo de baixa tecnologia é mais difícil de rastrear e evitar

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O dia 17/08/17 vai ficar marcado para a história da cidade de Barcelona, na Espanha. Nesse dia, uma van atropelou dezenas de pessoas no calçadão turístico Las Ramblas,deixando ao menos 15 mortos e 130 feridos. O atentado, assumido pelo Estado Islâmico (EI), deixou uma questão no ar: porque uma van, e não um artefato explosivo, foi utilizada para causar terror naquela situação?

A professora Marília Fiorillo, em sua coluna semanal, chama a atenção para o fato de que o uso de instrumentos como facas e vans em atentados terroristas é uma tendência que vem se acentuando nos últimos anos. Ela lembra os ataques às cidades de Londres (Inglaterra), Berlim (Alemanha), Nice (França) e à pequena cidade finlandesa de Turku Abo, cometidos entre 2016 e 2017, em que as mortes e ferimentos foram causados por vans/caminhões ou mesmo arma branca. “O terrorismo low-tech, ou de baixa tecnologia, provável e infelizmente, veio para ficar”, afirma Marília, e é “infinitamente mais difícil de rastrear, prevenir e evitar que aquele terrorismo high-tech que atingiu as torres gêmeas de Nova Iorque”.

Seus autores recebem a alcunha de “lobos solitários”, grupos pequenos, formados por jovens, que cometem crimes “sempre capitalizados pelos gangsters oportunistas do agora enfraquecido Dáesh, ou auto-proclamado EI”, aponta a professora. Ouça a coluna Conflitos e Diálogos desta semana, acima.

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