Uso de dados pessoais na tecnologia ainda é “opaco”

Colunista diz que falta de transparência é “um tipo de abuso de poder que precisa ser controlado com urgência”

Na coluna de hoje, Luli Radfahrer fala sobre a transparência de dados na tecnologia, e alerta para a vulnerabilidade da relação entre usuário e indústria. “Para o Google e para o Facebook, por exemplo, nós somos totalmente transparentes, só que, para nós, eles são totalmente opacos. Então é como se, para que eu possa usar o sistema operacional Android ou iOS, eu tenha que dar para o fabricante todas as minhas informações e ele não tenha que informar nada em troca”, diz. 

Outras críticas consistem na falta de clareza no que é feito a partir da coleta de informações e na ausência de portabilidade entre sistemas. Segundo o colunista, isso acontece porque “uma das principais ferramentas do lobby tecnológico, assim como qualquer outro, é manter as pessoas na ignorância, mas isso é preocupante porque qualquer tecnologia que tenha um impacto social muito grande tem que ser discutida pela sociedade inteira. Hoje em dia você não tem nenhuma pressão sobre essas corporações e elas vão ficando cada vez maiores”.

Para que a transparência seja colocada em prática, seria necessário uma redefinição do comportamento on-line, do conceito de cidadania digital e até mesmo de memória. Isso tem a intenção de estabelecer limites de “até que ponto essas máquinas têm que saber tudo ao meu respeito e têm que guardar tudo isso”, segundo Radfahrer.

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Datacracia
A coluna Datacracia, com o professor Luli Radfahrer, vai ao ar toda sexta-feira às 8h30, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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