Uso constante de ansiolíticos pode causar dependência

Sintomas incluem efeitos físicos e mentais como dificuldades de concentração, tremores e distúrbios sensoriais

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O boletim Pílula Farmacêutica desta edição fala sobre a dependência que os medicamentos ansiolíticos, usados para tratar transtornos da ansiedade e insônia, podem causar.

Os ansiolíticos da classe benzodiazepínicos atuam como calmantes e são consumidos por pacientes que sofrem com distúrbios de ansiedade e insônia. Essas substâncias afetam o receptor Gaba, um neurotransmissor  que suprime a atividade neural, gerando um efeito calmante.

Quando usados ocasionalmente ou diariamente por algumas semanas, os benzodiazepínicos têm um baixo risco de dependência. Este risco aumenta quando essas substâncias são tomadas regularmente por mais de algumas semanas, especialmente quando tomados em doses mais altas do que as normais.

Insônia – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Alguns dos sinais de dependência mais comuns incluem fortes desejos pelos efeitos do medicamento, levando o paciente a tomar uma dose maior do que a recomendada, independentemente dos problemas que pode causar. O vício também pode se desenvolver com a dependência física, que é caracterizada pela adaptação do corpo à presença do fármaco. Os sinais de dependência física incluem tolerância e abstinência.

Dores de cabeça, insônia, ansiedade, tensão, sudorese, dificuldade de concentração, tremores, distúrbios sensoriais, fadiga, dores de estômago e perda de apetite são algumas das consequências físicas da  interrupção abrupta dos medicamentos. Já entre os indícios mais graves estão a agitação, paranoia, delírio e convulsões.

Os sintomas  geralmente começam dentro de alguns dias após o término do tratamento e podem continuar por duas a quatro semanas ou mais. Em casos de dependência, é necessário reduzir o consumo do medicamento gradualmente,  sempre com acompanhamento médico.

O boletim Pílula Farmacêutica é apresentado pelos alunos de graduação da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP, com supervisão da professora Regina Célia Garcia de Andrade. Trabalhos técnicos de Luiz Antonio Fontana.

Ouça acima, na íntegra, o boletim Pílula Farmacêutica.

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