Treino excessivo pode prejudicar o coração

Atletas podem entrar num processo de gratificação ou de prazer e não medir o volume do treino e com isso prejudicar o funcionamento do coração

Nesta semana, o professor Paulo Roberto Santiago fala do risco do treinamento excessivo, em especial como essa situação pode afetar o  coração. “Na tentativa de ter melhores desempenhos esportivos, ou até mesmo tentando superar seus limites, as pessoas acabam treinando muito e isso pode gerar um risco para a saúde”, diz o professor.

Santiago analisa estudo do professor Adelino Sanchez Ramos da Silva, da Escola de Educação Física e Esporte (EEFERP), e do  pesquisador Alisson da Rocha, da Faculdade de Medicina (FMRP), ambos da USP em Ribeirão Preto. Nele, os resultados mostram que, “ao treinar, a parede do coração já sofre algumas alterações naturalmente, chegando até mesmo a aumentar sua espessura. Quando o treino é em excesso, o coração deixa de exercer sua função saudável para  aguentar o treino que vai além do necessário”.

Entretanto, o professor Santiago adverte: “treinar não faz mal para o coração, ao contrário, traz boas adaptações para o funcionamento cardíaco. O problema é que os atletas que treinam constantemente entram em um processo de gratificação ou de prazer e não medem o volume do treino, e acabam passando do limite. Com isso, podem desenvolver uma possível disfunção cardíaca”. Ouça, no link acima, a íntegra da coluna do professor Paulo Santiago.

Por: Thainan Honorato

 

 

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