Tratamento para esquizofrenia vai além dos remédios

Na edição desta semana do programa Saúde sem Complicações, o professor Jaime Hallak dá continuidade na temática sobre esquizofrenia, iniciada no programa anterior, abordando essa doença que é transtorno psiquiátrico que distorce os pensamentos sobre a realidade, fala ou comportamento desorganizado e altera o estado emocional da pessoa.

Jaime Hallak – Foto: Divulgação/USP Ribeirão

De acordo com o professor, um dos principais tratamentos para a esquizofrenia é o uso de medicamentos antipsicóticos. Até a criação do primeiro medicamento do gênero, em 1952, as pessoas que sofriam do transtorno eram totalmente excluídas da sociedade, vivendo e sendo tratadas em manicômios. Desta forma, após o advento de novos métodos para tratamento da doença, pacientes puderam voltar a ter qualidade de vida, desde que estejam medicados.

Alguns dos antipsicóticos podem ser divididos em primeira e segunda geração, cada um possuindo suas especificações, bem como efeitos colaterais, que vão desde alterações na musculatura até ganho de peso.

Hallak conta que, nesse cenário, pesquisas estão sendo intensificadas acerca do transtorno, assim, indústrias farmacêuticas e universidades do mundo inteiro trabalham para produzir “novas armas no arsenal terapêutico farmacológico”, afirma.

O professor ressalta que “não existe tratamento para a esquizofrenia sem remédio”, mas também é possível fazer uso de outros métodos em conjunto com os medicamentos como terapia ocupacional, reabilitação e treinamentos cognitivos, que podem proporcionar melhoras significativas no quadro dos pacientes.

Ouça no link acima a íntegra do programa Saúde sem Complicações.

Este post foi modificado as 07/06/2019 13:45