Transformação digital permite conectividade mais confiável e instantânea

Leopoldo Rideki Yoshioka fala sobre a tecnologia 5G, que permite conexões sem atraso impossíveis nas gerações anteriores. Isso possibilita que os aparelhos sejam controlados remotamente

 02/08/2021 - Publicado há 4 meses
Inicialmente pensado como um robô para delivery, o projeto foi adaptado para ser utilizado no Hospital Universitário com o objetivo de reduzir o contato entre as pessoas e evitar a disseminação do coronavírus – Arte sobre fotos de Leopoldo Rideki Yoshioka/Poli USP e Marcos Santos/USP Imagens

 

A implementação do 5G no Brasil tem impactos importantes que trazem benefícios em diversas áreas. Um exemplo é o Robô Hospitalar, desenvolvido por meio de uma parceria entre a Escola Politécnica (Poli) e o Hospital Universitário (HU) da USP.

Leopoldo Rideki Yoshioka, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Poli e coordenador do projeto, afirma que a tecnologia da quinta geração traz avanços importantes na conectividade, como o aumento da velocidade de conexão, a densidade de aparelhos conectados simultaneamente, a confiabilidade e a diminuição da latência, ou seja, um tempo de resposta mais instantâneo. “Esses avanços permitirão novas aplicações”, explica Yoshioka ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição

A tecnologia 3G permitiu que os aparelhos se conectassem à internet e a 4G aumentou essa conectividade, mas ainda de forma limitada. A tecnologia  5G permite conexões sem atraso que eram impossíveis nas gerações anteriores. Isso possibilita que os aparelhos sejam controlados remotamente.

O Robô Hospitalar é um exemplo prático desses avanços. Inicialmente pensado como um robô para delivery, o projeto foi adaptado para ser utilizado no Hospital Universitário com o objetivo de reduzir o contato entre as pessoas e evitar a disseminação do coronavírus.

Yoshioka conta que o robô é controlado por um aplicativo de celular semelhante aos aplicativos de delivery de alimentos. “Quando a enfermeira precisa de um remédio, ela o solicita usando o aplicativo. A solicitação chega para a farmácia, que entrega o remédio para o robô, ou seja, coloca no compartimento e ele autonomamente faz a entrega.” 

O funcionamento é possível por conta da capacidade de alcance e softwares de Inteligência Artificial. O professor explica que para perceber o ambiente o robô tem câmeras e sensores similares aos smartphones. “Ele consegue usar essa inteligência para trafegar dentro do hospital com segurança e confiabilidade.”


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