Teoria da Evolução ainda é cercada por interpretações equivocadas

Pesquisadores do projeto Ilha do Conhecimento discutem esse tema no USP Analisa desta semana

Mais de um século e meio após sua publicação, a obra “A Origem das Espécies”, que revolucionou o que se sabia até então sobre o surgimento e a evolução dos seres humanos, ainda hoje é tema de muitas discussões. Para falar sobre as ideias de Charles Darwin, autor dessa obra, e sobre o que é a Teoria da Evolução, o USP Analisa desta semana recebe os pesquisadores e integrantes do projeto Ilha do Conhecimento Caio de Oliveira e Gabriel de Souza Ferreira.

Embora a evolução seja popularmente vista como algo positivo, os pesquisadores explicam que nem sempre as adaptações trazidas por ela são, de fato, vantajosas para algumas espécies. “Um exemplo icônico é a cauda do pavão, que tem a função de atrair as fêmeas da mesma espécie. Funciona bem para isso, mas você consegue enxergar muito bem um pavão no meio da floresta. Por um lado, é muito positivo, mas por outro, de certa forma, é bastante danoso, prejudica um pouco o voo e tem um custo energético para construir toda aquela estrutura”, explica Ferreira.

Segundo Oliveira, um equívoco bastante comum em relação à evolução é a interpretação de uma das imagens mais representativas dessa teoria, conhecida como Marcha para o Progresso. “Primeiro, ela traz aquela sensação de escala evolutiva, de que as espécies estão evoluindo para chegar no homem, que seria o topo dessa escala. Na verdade, todas as espécies estão igualmente evoluídas numa escala de tempo, e cada uma melhor adaptada para os desafios que enfrenta. Além disso, existe uma diferença da descendência direta, que seria a gente achar que veio do chimpanzé, para a questão que a biologia realmente traz da ancestralidade comum. A relação que de fato nós temos com o chimpanzé é um ancestral comum”.

O USP Analisa é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.

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