Tecnologia pode comprometer senso crítico de educadores físicos

Comodismo pelo uso de equipamentos avançados para análises de atletas contribui para o surgimento de profissionais que sabem apenas apertar botões

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O professor Paulo Roberto Santiago, na coluna Ciência e Esporte desta semana, faz um apelo para os profissionais da área do esporte. Para ele, os educadores físicos devem realizar seus próprios estudos, para que “sejam profissionais críticos que façam levantamentos e mudem as coisas que já estão preestabelecidas”.

Santiago ainda diz que este é um fator importante, pois faz com que esses profissionais desenvolvam novos julgamentos críticos e que, assim, possam até mesmo criar coisas novas, deixando de simplesmente acreditar no que é imposto a eles. “Atualmente, vivemos em um momento em que compramos diversas coisas que prometem diversas análises. Tudo isso fica embarcado em dispositivos que processam alguns cálculos que esperamos que sejam de fato científicos”, analisa.

O professor ressalta que é fato que existe um lado positivo, afinal torna o trabalho mais prático, porém o uso constante desses equipamentos gera profissionais que só sabem apertar botões, profissionais técnicos. “Antigamente as pessoas tinham que construir, eram mais críticas e eram obrigadas a participar de todos os processos, com isso cometiam mais erros, mas acabavam gerando coisas novas.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Ciência e Esporte.  

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