Sustentabilidade costeira requer incentivo e empreendedorismo

Segundo Frederico Brandini, esse mercado já é conhecido, mas é importante que haja parcerias entre empresas e instituições de pesquisa para que a produção em escala industrial respeite a recuperação dos ecossistemas

 03/09/2021 - Publicado há 3 meses

O aumento da demanda de proteína marinha e o desenvolvimento das tecnologias de pesca causam impactos muito grandes – Foto: wirestock via Freepik

Os recursos marinhos renováveis e o rumo da sustentabilidade socioeconômica costeira no Brasil são o tema deste Especial Oceano. Ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, Frederico Brandini, professor do Departamento de Oceanografia Biológica do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, comenta a diversidade desses recursos.

Brandini cita recursos não-vivos como ondas, marés e ventos, mas destaca os recursos vivos, principalmente a pesca. “Porém, existe um problema, ela é renovável até certo ponto”, afirma.

O aumento da demanda de proteína marinha e o desenvolvimento das tecnologias de pesca causam impactos muito grandes. “Para se ter uma ideia, o que nós extraímos dos oceanos em termos de pesca são mais ou menos 44 estádios do Morumbi cheios de peixe até o topo, que são cerca de 100 milhões de toneladas”, ilustra o professor. A sobrepesca impossibilita que esses ecossistemas consigam se recuperar.

No Brasil, não existem estatísticas em escala nacional sobre pesca. A falta de dados dificulta a formulação de estratégias para o manejo pesqueiro. Existem normas de proteção aos períodos de defeso, entretanto, na avaliação de Brandini, muitas vezes elas não são obedecidas.

De acordo com o professor, o mercado de biotecnologia e sustentabilidade costeira já é conhecido. “O que precisa ser feito é incentivar parcerias público-privadas e o empreendedorismo”, afirma. Dessa forma, as empresas podem utilizar informações e pesquisas para produzir em escala comercial, respeitando o potencial de produção finito dos ecossistemas.


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