Suspensão de Aécio gera equilíbrio, mas coloca STF em terreno complicado

O Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão do mandato de Aécio Neves e o recolhimento domiciliar noturno do senador

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Na terça-feira, 26 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão do mandato de Aécio Neves e o recolhimento domiciliar noturno do senador, ou seja, o tucano é obrigado a ir para casa à noite. Para o cientista político André Singer, existem diferentes ângulos para se analisar este fato.

O principal envolve enxergar o afastamento de Aécio como uma espécie de sinal de “equilíbrio entre os três grandes partidos no poder”, já que Aécio, líder do PSDB, foi afastado pelos mesmos motivos que levaram, em 2015, ao afastamento do senador Delcídio do Amaral, do PT, e, em 2016, do deputado Eduardo Cunha, do PMDB. Ambos acusados de tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.

Entretanto, o especialista aponta que, constitucionalmente, “quem tem que tomar a decisão de caçar mandatos são os órgãos legislativos, o Senado e a Câmara”. Para Singer, “o STF entrou em terreno complicado, já que está tomando decisões que não são propriamente constitucionais”.

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