Sobrevivência dos jornais impressos depende da manutenção de públicos diferenciados

Para colunista, é importante que as edições impressas atendam ao público mais velho além dos leitores mais jovens

As versões impressas dos jornais ainda são muito lidas por pessoas com mais idade. No Brasil os principais leitores de mídia impressa têm idade média de 60 anos. Para o professor Carlos Eduardo Lins da Silva, as empresas jornalísticas precisam decidir se devem ou não olhar com mais cuidado para este público mais velho – mas sem deixar de lado o mais jovem. Ao mesmo tempo em que o público mais velho é mais fiel ao veículo impresso e mais adepto de textos mais longos e com maior profundidade, abrir mão do público mais jovem significaria o fim das versões impressas no longo prazo. “Não tenho dúvida que as versões digitais são cada vez mais importantes e deverão ter cada vez mais destaque e precedência sobre as versões impressas.”

Lins da Silva aponta como possível caminho a ser seguido a segmentação das edições para os vários públicos: cadernos para o público mais idoso e outros para o mais jovem. Segundo ele, o ideal seria até uma terceira segmentação, para as crianças, para ensiná-las a ler jornal impresso. No entanto, ele destaca que os custos para isso talvez não sejam compatíveis com a realidade financeira das empresas jornalísticas. “Decisões difíceis têm que ser tomadas por empresas jornalísticas porque os tempos são complicados para elas”, observa.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Horizontes do Jornalismo.


Horizontes do Jornalismo
A coluna Horizontes do Jornalismo, com o professor Carlos Eduardo Lins da Silva, vai ao ar toda segunda-feira às 9h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção  do Jornal da USP e TV USP.

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