Sistema prisional brasileiro precisa ser repensado, diz socióloga

Casos recentes de violência no Ceará expuseram novamente a fragilidade da segurança pública

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“A gente está prendendo muito e está prendendo mal”, é o que afirma a doutora em Sociologia e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), Giane Silvestre. Segundo a socióloga, o Brasil enfrenta uma crise permanente no sistema prisional e segurança pública.

A maior chacina da história recente do Ceará, acontecida no final de janeiro, envolveu um conflito entre facções rivais em uma casa noturna de Fortaleza, ocasionando 14 mortes. No dia seguinte ao massacre, em um embate entre facções na cadeia pública de Itapajé, mais dez pessoas morreram. A gravidade dos acontecimentos coloca em discussão os problemas da segurança pública dentro e fora dos presídios.

A pesquisadora do NEV-USP aponta para o crescimento desordenado do volume de pessoas nos presídios brasileiros, e diz ser preciso repensar tanto a estrutura do sistema prisional quanto o modelo de encarceramento no Brasil: “Existem outras formas de você processar um crime e punir uma pessoa por um ato ilegal que ela cometeu, sem ser a prisão”, afirma. Para saber mais sobre o ocorrido no Ceará, e os desafios da questão carcerária brasileira, confira a entrevista completa no player acima.

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