A Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou recentemente um alerta sobre a notificação de casos de uma síndrome inflamatória registrada em crianças e em adolescentes em vários países do mundo, inclusive no Brasil, que pode ter relação com a covid-19, doença causada pelo coronavírus. A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, mais conhecida como SIM-P, possui componentes já conhecidos pelos pediatras e pode ser desencadeada por diversos vírus.
Segundo a professora Maria Celia Cervi, do Departamento de Puericultura e Pediatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e chefe da Divisão de Infectologia Pediátrica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, quando desencadeada por outros vírus, a síndrome leva o nome de síndrome de Kawasaki, em homenagem ao médico japonês que a descobriu. “Na nossa casuística com relação aos casos de doença de Kawasaki ou Kawasaki atípico, tivemos crianças com enterovírus, que é mais comumente, adenovírus e já vi com influenza também. Então, vários vírus que têm a porta de entrada respiratória ou gastrointestinal podem ocasionar essa síndrome e eles são comuns na infância.”
Com a pandemia, a síndrome recebeu um novo nome para tratar de casos relacionados ao coronavírus. Os sintomas mais comuns da síndrome são “febre durante mais de três dias, diarreia e vômito. Pode apresentar erupção cutânea, assim como quadro respiratório leve, coriza nasal, tosse e aumento dos gânglios. Pode apresentar alguns componentes mais graves, como alteração cardíaca ou alteração neurológica”. Embora a síndrome seja prescrita principalmente em menores de 19 anos, a professora compartilha que já houve casos em jovens adultos de 30 anos.
O tratamento da SIM-P é realizado com anti-inflamatórios e anticorpos, conforme a gravidade da inflamação. Para prevenir a síndrome, o primeiro passo é evitar a contaminação pelo coronavírus. Caso um membro da família da criança tenha se contaminado, é importante isolar o adulto para evitar que a criança se contamine também. O segundo passo é ficar alerta aos sinais que a criança dá após o adulto se recuperar da covid-19. Caso a criança apresente sintomas, é importante avisar o pediatra se teve caso de contaminação na família.
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