Siamesas passam por cirurgia inédita no HC em Ribeirão Preto

Ligadas pelo crânio, elas serão operadas em quatro etapas, a partir de fevereiro

Gêmeos siameses – condição  na qual dois bebês nascem unidos por alguma parte do corpo – são casos raros na medicina.  Grande parte deles morre logo após o nascimento. Os que sobrevivem podem ou não ser separados através de cirurgia, tudo depende dos órgãos compartilhados e do local por onde estão unidos. Há cerca de um ano e seis meses, nasceram em Patacas, distrito de Aquiraz, no Estado do Ceará, duas meninas unidas pela cabeça, Maria Ysabelle e Maria Ysadora. Elas serão submetidas a procedimentos cirúrgicos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. O professor Hélio Rubens Machado, chefe da equipe de Neurocirurgia Pediátrica do hospital, conta que a cirurgia só é possível porque ambas não compartilham o mesmo cérebro.

Depois de um ano inteiro de preparação, a primeira etapa, de um total de quatro, está marcada para o dia 17 de fevereiro. Ele conta que é necessário um tempo de aproximadamente dois meses entre uma cirurgia e outra, para a recuperação das pacientes. Somente na quarta operação é que ocorre a separação efetiva. De acordo com o doutor, essa última cirurgia também contará com um processo de restauração plástica das cabeças das duas meninas. Cerca de 30 profissionais estão na equipe que realizará o procedimento.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

 

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