Sentimentos tomam forma de anjos e ajudam crianças contra leucemia

Médico explica que, mesmo com avanços técnicos, o emocional dos pacientes e familiares é fundamental

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O Chefe do Serviço de Hematologia e Terapia Celular do HC da FMUSP,  professor Vanderson Rocha, e a jornalista Nalu Saad lançaram o livro infantil Esquadrão dos Anjos, que trata, de forma lúdica e sensível, o processo de transplante de medula óssea em meio ao cotidiano de quem depende de uma medula para sobreviver. Com depoimentos de pacientes mirins recém transplantados e que aguardam por um transplante. Além de tocar na importância do transplante de medula óssea, os autores também buscam ajudar as crianças que terão de passar por esse procedimento.  O livro traz detalhes dos sintomas que se manifestam nos pacientes e do trabalho dos especialistas a cada novidade que surge durante o tratamento.

A jornalista, fazendo uma reportagem para a rede Record, chegou a um caso atendido pelo professor. Curiosa com todo o procedimento enfrentado pela criança, mas também facilitado por uma equipe multidisciplinar (são profissionais da medicina, nutrição, enfermagem, psicologia, fisioterapia, entre outros), ela propôs a redação de um título infantil. O foco, além dos pacientes, é nos pais e famílias, que, como diz Rocha, precisam de alguns anjos (alegria, mau humor, bom humor; basicamente os sentimentos consequentes da luta contra o quadro) ajudando a superar essa fase.

O texto saiu, sobretudo, das mãos e cabeça de Nalu. Os profissionais da Saúde deram uma consultoria técnica. As ilustrações de Iara Rachid coloriram capa e páginas. O trabalho em conjunto resultou em uma obra com a missão de ser mais um suporte para as crianças que enfrentam a doença.

A obra é importante para crianças de todas as idades. Quando o paciente tem 3 meses não há como explicar o que está acontecendo, o contato é basicamente com os responsáveis. Já quando tem 5 ou 6 anos, o ideal é esmiuçar as etapas da luta contra a leucemia, além das consequências como quedas de cabelo, crescimento de pelos pelo corpo, cateteres ao longo do dia e reclusão, incômodos para qualquer criança.

O médico esclarece que os tratamentos vêm avançando. Hoje é mais fácil saber se os tumores são positivos ou negativos. Fora que os medicamentos têm efeitos colaterais mais brandos. Há novos métodos para realização de transplantes, salvo células tronco de cordão umbilical e transplante de doadores compatíveis, consegue-se usar doações de pais e mães, a despeito da incompatibilidade de medula óssea.

O livro tem dedicatória do ator Reynaldo Gianecchini, que passou por um processo de transplante de medula óssea, e, desde então, milita pela causa.

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