Segurança das urnas eletrônicas é contestada

Professora de computação da USP, Kalinka Castelo Branco fala sobre as vulnerabilidades das urnas eletrônicas brasileiras

 28/08/2017 - Publicado há 4 anos  Atualizado: 31/08/2017 as 11:54

Na DEF CON deste ano, o maior encontro internacional de hackers, diversos testes foram feitos com urnas eletrônicas. Os resultados obtidos colocam em cheque a segurança dos sistemas. A professora Kalinka Castelo Branco, do Departamento de Sistemas de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, comentou o assunto.

A professora explica que, mesmo que a urna não esteja conectada em momentos de votação, ela possui dispositivos que viabilizam o acesso a ela. Kalinka cita, ainda, que a forma como os dados são armazenados permite que estes sejam adulterados sem que seja diagnosticada a invasão.

No evento, que é considerado a mais tradicional conferência de hackers do planeta, estiveram presentes dois técnicos da Secretaria de Tecnologia da Informação do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) com o objetivo de acompanhar os trabalhos da Voting Machine Hacking Village, um espaço dentro da conferência para que hackers tentassem atacar modelos de urnas eletrônicas usadas nos EUA, e não foram encontradas nenhuma vulnerabilidade que pudessem ser exploradas nas urnas nacionais.

O TSE está com inscrições abertas para o Teste Público de Segurança (TPS) 2017 no sistema eletrônico de votação que será utilizado nas eleições de 2018. As inscrições podem ser feitas pelo hotsite até o dia 10/9.

 


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