Sede de conhecimento levou o homem a pisar na Lua

Chegada à Lua, em 1969, exigiu séculos de ciência e teve competição entre superpotências mundiais

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O longo caminho de aquisição de conhecimentos que foi trilhado até a chegada do ser humano à Lua há 50 anos, em julho de 1969, é o assunto do físico Paulo Nussenzveig na coluna Ciência e Cientistas. “A exploração do espaço, a exploração do Universo, a busca pela compreensão dos mais profundos de seus enigmas é uma característica definidora da espécie humana”, destaca. “Somos curiosos e a busca por saciar nossa sede de conhecimento nos transporta por vastas distâncias.”

“Como chegamos à Lua? Séculos de ciência foram necessários para adquirir o conhecimento para a realização de tal façanha. Menos de 400 anos atrás, nosso Universo se restringia ao sistema solar e ainda discutíamos se a Terra ou o Sol estaria no centro do Universo. Foi necessário compreender a noção de força (ou interação) e suas conseqüências para os movimentos, expressos nas leis de Newton, da mecânica”, conta Nussenzveig. “Foi necessário compreender essa estranha atração que nos mantém ‘presos’ à Terra, a gravidade. Aprendemos a vencer a gravidade para produzir voo sustentável: os primeiros aviões voaram apenas no início do século 20. A velocidade do nosso desenvolvimento a partir daí é vertiginosa: em menos de cem anos aprendemos a voar na atmosfera terrestre e fomos capazes de enviar seres humanos à Lua.”

O físico relata que a corrida espacial tornou-se um dos cenários da competição entre as duas superpotências mundiais da segunda metade do século 20, os Estados Unidos e a União Soviética, mas um artigo publicado na revista Nature revela que a história poderia ter sido diferente. “Poucos sabem que, em junho de 1961, o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, propôs ao líder soviético, Nikita Kruschev, que o desafio de levar um ser humano à Lua fosse realizado em parceria entre os dois países”, aponta. “Kruschev condicionou a parceria à celebração de um acordo para banir testes nucleares e eventos posteriores, como o da crise dos mísseis em Cuba, e impediu que a colaboração se concretizasse até meados dos anos 1970.”

Ouça no áudio acima a íntegra da coluna Ciência e Cientistas.


Ciência e Cientistas
A coluna Ciência e Cientistas, com o professor Paulo Nussenzveig, vai ao ar quinzenalmente toda quarta-feira às 10h50, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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