Sangue raro é defeito genético

Miriam Mendes Castanheira, do Hemocentro de Ribeirão Preto, explica que fenótipo Bombaim não é um tipo sanguíneo

Por - Editorias: Atualidades, Rádio USP
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Foto: Divulgação via Pixabay

Uma menina de Medellín, na Colômbia, de um ano e dois meses de idade, apresentava sangramento digestivo grave e precisava de transfusão de sangue urgente. E foi um cearense que fez a doação de sangue para a criança colombiana. O que chama a atenção é que tanto o doador quanto o receptor têm um problema raro de defeito genético, uma deficiência na formação do grupo sanguíneo do indivíduo. Os dois apresentam o fenótipo Bombaim. O problema foi detectado em Bombaim, cidade da Índia e, por isso, leva seu nome. Oficialmente, Bombaim é Mumbai.

Foi a primeira vez que aconteceu uma doação internacional de sangue raro no Brasil, segundo a Opas – Organização Pan-Americana de Saúde. A transfusão na menina colombiana foi feita na última quarta-feira, dia 12. A biomédica Miriam Mendes Castanheira, especialista em hemoterapia e banco de sangue, e que trabalha no Hemocentro de Ribeirão Preto, explica que o fenômeno é raro de acontecer. Segundo Miriam, a incidência do fenótipo Bombaim é de um caso para cada 1 milhão de pessoas na Europa. Ela chama a atenção para o fato de que muita gente classifica o fenômeno erroneamente como um novo tipo sanguíneo, o “hh”.

  Por Ferraz Junior

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