Rosácea é agravada pela exposição ao sol

Médica alerta que há outras doenças que possuem sintomas parecidos e o diagnóstico deve ser feito por especialista

  • 9
  •  
  •  
  •  
  •  

jorusp

Na Copa do Mundo da Rússia, um dos jogadores brasileiros que virou destaque pela sua beleza foi o goleiro Alisson Becker. Mas no decorrer da competição se tornou impossível não reparar em seu rosto avermelhado, que se assemelhava a um ataque de espinhas fora de época, já que Becker tem 25 anos e espinhas geralmente são frequentes no período da puberdade. Pode-se tratar da doença dermatológica conhecida como rosácea. Para esclarecer o assunto, o Jornal da USP no Ar conversou com a doutora Maria Cecilia da Matta Rivitti Machado, do Departamento de Dermatologia no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

A rosácea é uma doença comum entre adultos de ambos os sexos, geralmente a partir dos 30 anos. Houve rumores que pelo fato do goleiro estar em uma competição importante, o estresse teria  provocado a doença, porém a doutora Maria Cecilia esclarece que o estresse é agravante de doenças dermatológicas, mas nunca sua razão.

Exposição à luz solar pode piorar a condição, o que provoca um dano crônico. A médica afirma que as marcas demoram a sair, ainda mais do que as espinhas juvenis, e caso não seja cuidado, uma pequena porcentagem dos pacientes desenvolvem fibrose na face, a rinofima, que é o quadro mais grave da doença.

Os principais sintomas listados pela dermatologista é a tendência de rubor na face, aparecimento de pequenas pápulas, que são elevações na pele, de consistência sólida e formadas por pus. Além desses, é comum que o indivíduo desenvolva vermelhidão nas bochechas, no nariz e no queixo. Uma das principais precauções que o indivíduo afetado por essa doença deve seguir é a utilização frequente do protetor solar e evitar ao máximo a exposição do rosto ao sol. Além disso, ela recomenda que não seja usada qualquer pomada na pele.

A médica alerta que há outras doenças que possuem sintomas parecidos, por isso o diagnóstico feito por espacialista é imprescindível. Ela afirma que para a rosácea não há cura, mas possui tratamento.

Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93,7, em Ribeirão Preto FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

  • 9
  •  
  •  
  •  
  •  

Textos relacionados