Revistas femininas desinformam as mulheres sobre a gestação tardia

“Elas vendem um cenário favorável, escondendo as eventuais complicações obstétricas desse momento reprodutivo da mulher”, ressalta Alexandre Faisal

O médico Alexandre Faisal comenta nesta edição sobre a clareza ou não das revistas femininas que tratam da gestação tardia. Para ele, esse objetivo não tem sido atingido pelas publicações. “A idade média para a primeira gestação está crescendo no mundo todo”, comenta.

Pesquisa mostra que o tema fertilidade foi o grande destaque de capa das revistas analisadas. Para Faisal, o problema é que quase não se menciona o risco obstétrico relacionado à idade materna avançada. “Há uma restrição grande em se destacar como é a gestação em idades mais tardias na vida da mulher.”

De acordo com o médico, essas mensagens são muito perigosas porque deixam a impressão de que a gestação pode sempre ficar para uma idade avançada, colocando esse fato como algo natural, não assistido e sem complicações, ” o que não é necessariamente verdade”, destaca. “As revistas femininas vendem um cenário favorável para a gestão tardia e escondem a necessidade da reprodução assistida, doação de óvulos e as complicações obstétricas que eventualmente fazem parte desse momento reprodutivo da mulher. Elas desinformam o público feminino sobre a gestação tardia.”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Saúde Feminina.


Saúde Feminina
A coluna Saúde Feminina, com o professor Alexandre Faisal, vai ao ar toda quinta-feira às 10h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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