Revista “Nature” tem alto índice de rejeição para publicação de artigos

Dos cercas de 10 mil textos recebidos anualmente, somente em torno de 800 são publicados

A Nature, principal publicação científica dos dias atuais, possui uma alta taxa de rejeição de artigos, chegando a 92%. Apesar de ter 150 anos, somente a partir dos anos 1970 é que a publicação adotou o sistema peer review, de revisão por pares. “A revista já atingiu a marca de 412 mil leitores regulares e cerca de 53 mil assinantes”, informa o professor José Eli da Veiga. Em 2015, ela foi comprada pelo grupo editorial alemão Springer e teve seu nome alterado para Springer Nature. Hoje, a revista emprega 130 pessoas, com 12 editores para ciências da vida e 12 para física e matemática. “A mesma separação adotada pela Philosophical Transactions of the Royal Society of London”, ressalta o colunista.

A Nature tem entre seus principais concorrentes a Science e a PNAS – Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, ambas norte-americanas. E, por conta da concorrência, a publicação resolveu investir nas áreas científicas. “Há o perigo de que uma grande descoberta seja publicada em outro veículo”, observa José Eli da Veiga. É o caso da PRL – Physical Rewiew Letters, da Sociedade Americana de Física. “Há uma preferência entre a comunidade dos físicos de publicar seus artigos na PRL”, destaca o professor. Ele também chama atenção para a newsletter da publicação chamada Nature Briefing, que é diária e gratuita. “Trata-se de uma preciosidade”, elogia Eli da Veiga.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Sustentáculos.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda segunda-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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