Revista científica mais antiga do mundo completa 354 anos

Fundada em 1665, a “Philosophical Transactions of the Royal Society of London” implantou o sistema “peer reviewed” de revisão por pares

Dentre as cerca de 40 mil revistas científicas que existem no mundo atualmente – das quais cerca de 33 mil são em língua inglesa ‒, a mais antiga é a Philosophical Transactions of the Royal Society of London (Transações Filosóficas da Sociedade Real de Londres). “Esse título só pode ser compreendido se entendermos por ‘transações’ a troca de informações e experiências entre os cientistas, que era a principal função da sociedade real de Londres”, diz o professor José Eli da Veiga. Segundo ele, os termos transações filosóficas não têm a ver com o que se entende hoje por filosofia. “Na verdade, se remete ao que eles chamavam de filosofia natural”, descreve, ressaltando que a publicação mudou sua forma original.

A grande mudança da publicação inglesa, como conta Eli da Veiga, ocorreu em 1832, quando foi decidido que todo o material submetido à revista deveria ser revisto por pares. “Inaugurou-se ali o peer reviewed, que até hoje é característica nos periódicos que podem ser considerados científicos”, ressalta. Na mesma época, ficou decidido que a publicação passaria a ter dois lados: A, para física e matemática, e B, para ciências da vida. “A revista foi todo o tempo deficitária e sustentada pela Sociedade Real de Londres e isso começou a mudar somente na década de 70 do século passado”, lembra o colunista. A publicação foi ultrapassada por outras revistas, como a Nature, que possui características comerciais.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Sustentáculos.


Sustentáculos
A coluna Sustentáculos, com o professor José Eli da Veiga, vai ao ar toda segunda-feira às 8h00, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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