Retomada do turismo no Brasil deve ocorrer entre julho e agosto

Mariana Aldrigui analisa a atual situação do setor e vê a possibilidade de um legado positivo a partir desta crise, que atingiu empresas aéreas e a rede hoteleira, além de bares e restaurantes

As atividades econômicas ligadas ao turismo foram as primeiras a sofrer as consequências da pandemia do novo coronavírus e devem ser as últimas a se recuperar. Mariana Aldrigui, professora do curso de Lazer e Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), comenta implicações da crise e projeta o futuro do ramo pós-pandemia em entrevista ao Jornal da USP no Ar.

Analisar relatórios de países que estão em estágios mais avançados da pandemia permite projetar a retomada do setor no Brasil. Considerando cidades da China, que estão “vírus free“, quatro meses após o início do isolamento, a professora avalia que a recuperação deve acontecer entre julho e agosto. “Mas, claro, isso irá depender da adesão do consumidor, que inicialmente deve fazer viagens curtas, turismo doméstico”, pontua Mariana.

Apesar da previsão, os danos já sofridos pelo ramo são enormes. O mercado de transporte aéreo teve queda abissal, bares, restaurantes e hotéis, proibidos de receber pessoas, também vêm sofrendo as consequências. Por isso, a fim de evitar perda completa, essas atividades vêm buscando se recolocar no mercado, a exemplo das companhias aéreas, que vêm ajudando a transportar equipes médicas e fármacos.

Medidas tomadas em vários países, que já estão em recuperação, demonstram que o retorno dessa atividade deve registrar o nascimento de um turismo mais seguro. Na China, por exemplo, viagens aéreas vêm contando com controle de temperatura de passageiros e outros testes; já a Emirates, empresa que opera em Dubai, desenhou uma estrutura para garantir que ninguém com sintoma de doença transmissível embarque. “O fim da pandemia marca também o início de uma era mais segura em termos sanitários. Teremos agora protocolos a serem seguidos para higienização em transporte, hospedagem e alimentação, muitas campanhas que ensinem o consumidor a avaliar isso e, possivelmente, um legado positivo desta crise.

Ouça a entrevista na íntegra no link acima.


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