Renato Janine analisa as propostas de Educação do presidente eleito

Para o colunista, as propostas aparecem mais como ameaça do que como promessa

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Na coluna desta semana, o professor Renato Janine Ribeiro analisa o programa de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, na área da Educação. Segundo o colunista, o que mais chama a atenção é a vagueza delas. “E, se somarmos às propostas que constam em seu programa, as medidas anunciadas por ele ou amigos dele, como dar importância ao criacionismo e o ensino à distância no fundamental I, o que mais chama a atenção é que essas propostas não têm consistência e atestam um ponto em comum: um grande medo da educação”, diz o professor da USP.

Segundo Janine, a educação aparece mais como ameaça do que como promessa. Tanto assim que o programa consiste em supostamente querer proteger as crianças daquilo que eles chamam de “ideologia de gênero”, além de defender o projeto Escola Sem Partido e combater Paulo Freire, educador reconhecido internacionalmente. Tudo isso é visto como ameaça, diz o colunista.

Porque hoje, diz Janine, o principal fator a considerar para o desenvolvimento econômico é a educação e a qualificação da mão de obra. E a mão de obra no Brasil padece de uma falta de qualificação que seria fruto também da educação brasileira que, nas últimas décadas, apesar da universalização do ensino fundamental e da ampliação das universidades, não avançou nesta área.

“É muito preocupante que o novo governo, cuja prioridade é restabelecer a economia, duramente afetada por anos de recessão e de pouco crescimento econômico, justamente esse crescimento da economia não tem a educação como um dos seus pilares. Ao contrário, a educação parece algo a ser controlado.”

Ouça, no link acima, a íntegra da coluna Ética e Política.

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