Região serrana de SP é a mais propensa a desastres naturais

Cartas geotécnicas alertam para a ocupação de áreas consideradas perigosas

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Enchentes e deslizamentos de terra atingiram Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011. Obrigatoriedade das cartas geotécnicas alerta contra a ocupação de áreas perigosas – Foto: Paulo Hebmuller/Arquivo Jornal da USP

No início de dezembro, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) entregou aos municípios de São Paulo 32 cartas geotécnicas de áreas suscetíveis a desastres naturais. A iniciativa aconteceu durante a cerimônia da Operação Chuvas de Verão, realizada no Palácio dos Bandeirantes. Os documentos visam ao planejamento territorial e à prevenção de deslizamentos, queda de rochas, inundações e enxurradas.

O trabalho é obrigatório e teve origem na Nova Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, editada em 2012. A regra foi instituída após os desastres que ocorreram na Serra Fluminense no início de 2011, onde foram registradas cerca de mil mortes e 10 mil pessoas desalojadas.

O docente e pesquisador do IPT Omar Yazbek Bitar afirma que esta iniciativa é realizada há anos com pouca frequência, uma vez que não era obrigatória. Ele explica que as cartas sinalizam quais são os terrenos com propensão de riscos para que não sejam habitados no futuro. No entanto, quando a área já está ocupada, é planejada uma análise de risco para tentar reduzir e evitar danos.

O professor alerta que, no Estado de São Paulo, as corridas de massa em zonas de alta declividade são as de maior ameaça. Segundo ele, o fenômeno é mais comum nas zonas serranas, sobretudo na Serra do Mar e da Mantiqueira.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

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