Redes sociais podem beneficiar carreira de profissionais liberais

Segundo Adriana Caldana, apesar dos cuidados na gerência do perfil, engajamento nas redes pode ser ótima ferramenta para destaque no mercado de trabalho

 03/09/2021 - Publicado há 2 meses
Por
Uso das redes sociais na vida profissional e a criação de conteúdo nessas ferramentas levam em conta as especificidades da própria rede escolhida – Arte por Rebeca Alencar com imagens de Freepik, Facebook e Tiktok

 

Além de influenciarem relacionamentos interpessoais e oferecerem entretenimento e informação, redes sociais também impactam o mercado de trabalho. Já é uma tendência as empresas buscarem por seus profissionais nessas redes, afirma Adriana Caldana, especialista em psicologia do trabalho e professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP. Por isso, alerta para “o uso que se faz de qualquer rede social”, pois tudo que é apresentado nessas plataformas “pode ser e será utilizado na hora de um processo seletivo”.

Redes sociais e as relações de trabalho

Profissionais liberais ou da área artística, principalmente, podem se beneficiar do atual cenário com a criação de “vídeos no Tik Tok e Instagram para promover o próprio nome e carreira”, adianta a professora. Nesse sentido, engajamento baixo ou ruim e até a distância das redes podem contribuir na perda de algumas oportunidades de trabalho. 

Exemplo de quem credita as redes sociais como ótimas ferramentas de divulgação do próprio trabalho é a estudante de Nutrição Samanta Tainá Rossi, de 20 anos, que tem um perfil no Instagram para divulgar informações sobre sua área de estudo. Para a estudante, essa é uma ótima maneira de “se destacar no mercado”. Mas, confessa, a ideia de seu perfil surgiu num momento delicado de sua vida, após o falecimento de sua mãe. Navegava pelas redes buscando distrações, quando vislumbrou a possibilidade de ajudar outros estudantes.

Hoje, Samanta cria conteúdos simples e dinâmicos sobre sua área de conhecimento com um propósito claro, o de mostrar “uma nutrição descomplicada, sem neuras, sem restrições e abrir a visão das pessoas para essa importância que é o cuidado com a alimentação”, conta a jovem.

Apesar de feliz com sua atividade, a estudante afirma que o fato de manter um perfil ativo nas redes sociais não determina a qualidade profissional, mas oferece “um leque de opções” que pode ajudar a “alcançar sim, um trabalho legal e a ser visto no meio profissional”. O trabalho nas redes, segundo a jovem, é um desafio todos os dias a exigir criatividade, organização e tempo para conquistar o público. Samanta diz que deseja investir cada vez mais neste meio e aconselha àqueles que desejam o mesmo a enfrentarem o medo. Também avisa que o caminho não é fácil, mas tem recompensa.

Uso estratégico e consciente

Ensina a professora Adriana que o uso das redes sociais na vida profissional e a criação de conteúdo nessas ferramentas levam em conta as especificidades da própria rede escolhida e o alvo profissional de cada pessoa. Profissionais não liberais que buscam “construir carreira e serem contratados por empresas”, orienta, devem considerar o LinkedIn como a melhor rede para engajamento e network. O uso moderado das redes e a boa gerência do perfil profissional, além de relacionar-se com “as palavras-chaves certas e conteúdos certos”, já são suficientes, diz a especialista, que acredita na construção de boa carreira mesmo longe das redes sociais, ainda que seja preciso maior esforço. 


Jornal da USP no Ar 
Jornal da USP no Ar é uma parceria da Rádio USP com a Escola Politécnica, a Faculdade de Medicina e o Instituto de Estudos Avançados. No ar, pela Rede USP de Rádio, de segunda a sexta-feira: 1ª edição das 7h30 às 9h, com apresentação de Roxane Ré, e demais edições às 10h45, 14h, 15h e às 16h45. Em Ribeirão Preto, a edição regional vai ao ar das 12 às 12h30, com apresentação de Mel Vieira e Ferraz Junior. Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo do Jornal da USP no celular. 


Política de uso 
A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores. Fotos devem ser creditadas como USP Imagens e o nome do fotógrafo.