Recursos em partidos e Temer impopular entravam análise para 2018

Com Lula, eleição pode ser de “ataque contra defesa”, e, sem o petista, temática eleitoral será mais diversa

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Segundo o doutor em Ciência Política pela USP, Humberto Dantas, há dois fatores que dificultam uma visão mais clara do cenário político para o ano que vem. Diante de um presidente impopular, a máquina do governo central não vai aparecer como determinante na campanha. Assim, o candidato a ser apoiado por Temer vai evitar expor esse auxílio. Outro aspecto é o distanciamento da população em relação à política, enquanto os partidos controlam os maiores recursos para as campanhas. Dessa forma, as campanhas continuarão curtas e as votações determinadas pelo dinheiro gasto, enquanto a crise de representatividade tende a continuar.

Além disso, a dinâmica eleitoral depende de questões ainda não definidas, como a participação de Lula, por exemplo. Para Dantas, a presença de Lula desloca a disputa para um “ataque contra defesa” centrado no petista. Já Marina e Bolsonaro não conseguiriam vencer pela falta de recursos de seus partidos.

O professor defende também que a principal mudança que o eleitorado precisa é de melhores votos nos cargos legislativos.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

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