Rebaixamento de nota do Brasil serve aos mercados financeiros

Para especialista, classificação já era esperada e pretende pressionar o governo a aprovar reformas fiscais

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Na última quinta-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou o grau de investimento do Brasil do nível ‘BB’ para o ‘BB-‘, três abaixo daquele considerado como bom pagador. A agência, em comunicado oficial, explicou que esse corte deve-se, entre outros fatores, à demora na aprovação de reformas fiscais, como a previdenciária. Contudo, o rating soberano foi classificado como estável, o que significa que não estão previstos outros rebaixamentos nos próximos anos.

Para Leda Maria Paulani, professora da Faculdade de Economia e Administração da USP (FEA), tal rebaixamento já era esperado. Em meio a uma crise, a economia de um país sofre desajustes nas contas públicas. Dessa forma, é normal esse corte, explica. A especialista coloca também que as agências de classificação de risco mostram, antes de tudo, o interesse dos mercados financeiros. Assim, a intenção é pressionar a classe política brasileira a aprovar essas reformas. A professora cita, ainda, que uma reforma da Previdência imediata não teria impacto a curto prazo na economia do País.

O Jornal da USP, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.

Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular.

Você pode ouvir a entrevista completa no player acima

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