Rádio USP reúne especialistas para debate sobre cotas

Divergentes em relação à reserva de vagas por critérios sociais e raciais, professores avaliam a medida

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Programa Diálogos na USP – Parte 1
Programa Diálogos na USP – Parte 2

Cotas raciais na Universidade de São Paulo – Foto: Reprodução de Cartaz / USP-Debate / PRCEU-USP

No programa Diálogos da USP desta semana, o tema debatido foi a adoção do sistema de cotas sociais e raciais na USP, aprovada no último dia 4 de julho pelo Conselho Universitário (CO) da Universidade.

Para tratar do assunto, foram convidados a antropóloga Eunice Ribeiro Durham, Professora Emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e cofundadora do Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior (Nupes) da USP, e o professor Rurion Soares Melo, docente do Departamento de Ciência Política da FFLCH e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Eunice Ribeiro Durham e Rurion Soares Melo, no programa Diálogos na USP. Apresentação Roberto Castro – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Apesar de ambos serem favoráveis à adoção de políticas inclusivas, os professores são divergentes no que diz respeito à aprovação das cotas.

Contrária à adoção das cotas, a antropóloga defende que se deve pensar, antes, na diminuição da desigualdade de renda. “A renda é o fator mais importante no desempenho educacional das pessoas”, pontua. Para o professor Melo, a adoção das cotas é uma medida paliativa, que deve ser melhorada, mas importante. “A questão das cotas tem a ver com a discussão pública sobre a dimensão do racismo na nossa sociedade. Isso é fundamental”, disse.

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