Quanto mais precoce o contato com a internet, mais grave se torna o vício

“Neuroimagens sugerem que o vício possa estar ligado a alterações funcionais em determinadas áreas do cérebro”, ressalta Faisal

Pesquisadores estão preocupados com o vício em relação ao consumo e uso da internet, e para falar sobre esse tema o professor Alexandre Faisal apresenta uma pesquisa do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Keio, no Japão.

O professor lembra que o Brasil está na terceira colocação mundial de tempo gasto na internet, com média de 9 horas e 14 minutos, ficando atrás apenas da Tailândia e das Filipinas. O resultado mais importante da pesquisa é que o vício é mais grave àquelas pessoas que usam demais os serviços de mensagem (SMS), os jogos, internet nas férias, adquirindo menor tempo de sono em idade prematura. “Quanto mais precoce é o contato com a internet, mais grave tende a ser esse risco”, observa Faisal.

Os pesquisadores admitem que o viciado em internet está em uma busca irreal e inatingível por reconhecimento e afeto, quando no mundo real as relações sociais não virtuais estão malsucedidas. O curioso é que neuroimagens sugerem que o vício possa estar ligado a alterações funcionais em determinadas áreas do cérebro.

Ouça no link acima a íntegra da coluna Saúde Feminina.


Saúde Feminina
A coluna Saúde Feminina, com o professor Alexandre Faisal, vai ao ar toda quinta-feira às 10h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no Youtube, com produção do Jornal da USP e TV USP.

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