Quais lições a academia pode tirar do voto da ministra Rosa Weber?

Para Renato Janine, discrepância entre teoria e aplicação prática acaba tornando muitos trabalhos acadêmicos inúteis

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Na coluna desta semana, o professor Renato Janine Ribeiro associa o voto da ministra Rosa Weber, durante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula com algo que costuma ocorrer na academia: a discrepância entre a teoria e a aplicação prática.

O professor lembra que o voto de Rosa Weber iria definir a maioria. Entretanto, durante mais de meia hora, as pessoas que acompanharam o discurso ficaram sem saber se ela votaria contra ou a favor da prisão em segunda instância. Para Janine, a ministra foi muito prolixa na referência a teóricos e usou conceitos da área jurídica em profusão. Contudo, toda essa parte conceitual, teórica, não apontava para a decisão que, de certa forma, acabou por destoar daquilo que foi dito antes.

“Essa questão de se ter toda uma teoria que depois não vai ser aplicada na pesquisa infelizmente é recorrente em muitas teses e dissertações. E essa é uma lição que é importante tirarmos desse episódio político para a produção acadêmica”, destaca o professor. Para ele, a discrepância entre a teoria e a aplicação prática é uma falha muito grande no mundo acadêmico, o que acaba tornando muitos trabalhos inúteis.

Ouça acima o áudio na íntegra.

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